A maternagem real, NUA E CRUA!
A maternagem não é, necessariamente, a cura de suas feridas, mas a ampliação da consciência sobre elas

Fernanda Cristine Franklin é Psicóloga, Doula, Instrutora de Shantala e Gestora de Recursos Humanos. É colunista da Revista Fato assinado a coluna Gestando com Amor. Foto: Pedro Roque Fotografia

Falar sobre maternagem real não é algo fácil, pois envolve várias vertentes sobre a maternidade e os jeitos diferentes de poder exercer a maternagem. Vamos entender esses dois conceitos? A maternidade está relacionada ao ato de gerar e parir (algo instintivo), já a maternagem está na ordem da ação materna, cuidando, protegendo e educando o filho (aprendizado).

A maternagem idealizada (fantasiosa) é um conto de fadas que envolve o imaginário materno. Sempre se sonha em ser a mãe exemplar, que não precisará de ajuda, que dará conta de tudo (trabalho, estudo, casa) enfim… Tudo estará no controle. ATÉ QUE… O BEBÊ VENHA AO MUNDO.

Essa idealização é desconstruída no momento em que o neném se encontra em casa, no colo, chorando, mostrando ser um serzinho único, que necessita de acolhimento e cuidados. Pois bem, aí vem a ‘’maternagem real’’e muitas mães se perdem nesse período, se culpam e vivem se comparando com a mãe vizinha, aquela que muitas vezes é a mãe ‘’perfeita’’. Mas vem cá, EXISTE MÃE PERFEITA? – É CLARO QUE NÃO! Não há mãe impecável, aquela mulher que da conta de tudo, mas existe a mãe ‘’boa’’, aquela que enxerga seu filho como uma vida singular, acolhendo suas necessidades de forma carinhosa e buscando sempre otimizar o vínculo entre mãe e bebê.

Fica a Dica: Olhar para si mesma é o primeiro contato íntimo que uma mãe tem que realizar para exercer a maternagem real.

 

PARABÉNS MAMÃES, TODOS OS DIAS SÃO TODOS SEUS, DE JANEIRO A JANEIRO!

 

Palavra de Princesa Kate Middleton

“Não procurar auxílio naqueles momentos em que tudo parece excessivo, em que estamos deprimidos ou ansiosos, pode afetar o resto de nossas vidas. Em poucas palavras, pedir ajuda não é um bicho de sete-cabeças”.

 

Palavra da Mãe Real (Gessica Souza, mamãe da pequena Emily)

“Não foi fácil, como ainda não é! Ela está com 8 meses e até hoje eu não consegui cuidar de mim… Perdi temporariamente minha vaidade. Apesar de muita ajuda, ainda sim é cansativo, quando ela dorme eu não quero mais nada, só dormir também, e o mais impressionante é que eu nunca estive tão feliz”.

 

ENTRE NA REDE FATO!