A Ressurreição de Luxa – por Marina Fusaro

Vanderlei Luxemburgo parecia “morto” para o futebol. Há muito tempo não conquistava um título a sua altura e acumulava fracassos por diversos clubes. Sua volta ao Flamengo, quando o rubro-negro era o lanterna do Campeonato Brasileiro, foi motivo de chacota para os torcedores rivais, e até mesmo os rubro-negros não esperavam muita coisa do treinador.

Mas o “professor” surpreendeu a todos, tirando o Flamengo, com até certa rapidez da Zona de Rebaixamento e dando ao limitadíssimo time rubro-negro uma cara de time de verdade.

Com Luxemburgo o Flamengo deu um salto incrível: da lanterna para o décimo lugar (ao final da 23ª rodada), ficando numa zona de mais conforto, a sete pontos do Z4 e 10 do G4.

O time agora é bom? Longe disso, o time é o mesmo, fraco, fraquíssimo, mas Luxa conseguiu dar ao Fla uma consistência tática que a equipe não conseguia ter antes dele.

Após estrear com vitória contra o rival Botafogo, o time de Luxemburgo venceu outras seis partidas, sendo cinco consecutivas, perdeu três e empatou duas no Brasileirão, além de ter conquistado uma classificação heróica para as quartas de final da Copa do Brasil, após perder o primeiro jogo por 3 a 0 para o Coritiba.

E o que mais me impressiona é o jeito “manso”, “pé no chão” e até humilde de Vanderlei. Parece que desta vez ele realmente sabe que está tirando leite de pedra desta equipe.

E sabe que se conquistar um título (o da Copa do Brasil, é claro, já que o Brasileirão está fora de cogitação), pode voltar a ter seu nome entre os grandes treinadores do futebol brasileiro, o que não tinha há tempos!

Imagem de ilustração desta matéria meramente ilustrativa.

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