Como anda sua Empregabilidade?

Alexandra Peron. Foto: Cássio Fotografias

As chamadas competências essenciais vão se tornando mais amplas e mais complexas à medida que o tempo passa. Antes, o capital intelectual era uma vantagem competitiva por excelência. Hoje, sem a presença do capital emocional e do capital ético, apenas para citar duas concepções vigentes, só o capital intelectual não garante a contratação e permanência no mercado de trabalho. Conviver diariamente com esse nível de pressão não requer apenas um intelecto relevante, mas condições físicas e mentais super saudáveis. Saber em que patamar você se encontra é extremamente simples, resume-se nas respostas às seguintes perguntas:

 

  1. Quanto a sua bagagem pessoal e profissional é interessante para o mercado?
  2. Quais “diferenciais nobres” você possui quando comparado a outros profissionais com uma formação e trajetória parecidas com a sua?
  3. Quais razões justificam o desejo de uma empresa em ter você como parte do capital estratégico/competitivo da organização?
  4. Quanto a sua história de vida e de carreira falam mais alto que seu currículo?

 

Ou seja, quando você imagina as pessoas que detêm o poder de contratá-lo, você tem que pensar: afinal por que elas se importariam? Você não vale apenas o quanto sabe, mas o quanto “é”. Uma profissional de grande competência técnica cujas qualidades morais e éticas não sejam comprováveis já não interessa a uma organização lúcida. Ser digno de confiança é um pré-requisito fundamental que sobrepõe o desejo por desafios e a capacidade de trabalhar sob pressão.

Seus diferenciais nobres são aqueles que estão tão associados ao seu ser, que se tornam difíceis de serem copiados por seus pares: sua personalidade, seu caráter e o seu comportamento estão entre eles. Diferenciais pobres são facilmente copiados. Diferenciais nobres são os verdadeiros diferenciais!

Mesmo que esteja saindo da faculdade, se pergunte o que você tem construído enquanto graduando ou pós-graduando. Somos uma sociedade relacional, quem conhece você e o que essas pessoas pensam a seu respeito é de enorme importância! Por isso, não despreze o seu marketing pessoal, estou falando verdadeiramente de marketing pessoal, não de agir como um “marketeiro barato”, desses que pretendem enganar o mundo com uma genialidade que ninguém, a não ser sua própria vaidade, consegue perceber.

Se você tem valor, o mundo precisa ser informado desse valor, até porque os “indivíduos marketeiros” já citados estarão sempre divulgando uma importância que não possuem e roubando oportunidades dos competentes omissos. Por isso, você, que é uma pessoa de virtudes, deve e merece ser reconhecido e as ferramentas de marketing também existem para trabalhar em favor da verdade e da ética.

Quanto maiores forem as suas condições de manter a mente aberta para transitar com qualidade por ambientes multiculturais e colaborar na elaboração de cases em cada local que você frequenta, maior a sua empregabilidade. O mundo demanda por profissionais habilidosos, éticos, determinados e com visão de futuro. Nenhuma competência acima da média será desprezada se não o for primeiro por quem a possui. Automotivação significa acreditar em seus motivos para agir e, com base nessa certeza, cativar a confiança e as oportunidades que dependem daqueles que têm poder de decisão.

Sua empregabilidade depende da sua capacidade de gestão da sua própria vida e carreira. E diferenciais, devem por definição, ser DIFERENTES! Gere impacto, torne-se merecedor de ser lembrado e desejado pelo mercado.  Empregabilidade é uma questão de uma excelente bagagem e um ótimo marketing pessoal. Você deve buscar ser tão bom que até seus concorrentes tenham que admitir em silêncio: esse cara é demais! Essa garota é impossível!

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