Conceitos e convicções

Por Wellington Netto

 

Na vida, costumamos muitas vezes generalizar ou rotular quase tudo. Costumamos em alguns vários momentos repetir frases feitas que acabem explicando com facilidade o que teríamos que gastar um livro para tentar fazê-lo.

Tenho aprendido que na vida tudo (sei que nesse momento estou generalizando) é uma questão de conceito. Daria o exemplo do conceito de velho e novo. É possível que muitas vezes a maioria das pessoas possam imaginar que algo novo é sempre melhor que algo velho. Hoje, diria que depende muito. O que para muitos de nós soa como velho, para outros é sinal de estabilidade.

O que para muitas pessoas soa como novo, demonstra insegurança. E na verdade é assim em grande parte de nossas vidas. Nossas escolhas, por exemplo, em manter ou não aquela relação já fadada ao fracasso por seus desgastes e intempéries muitas vezes são postergadas por medo. Medo de que? Do novo!

Sobrevivemos em empregos, relações e situações das mais diversas pelo medo do que o “novo” pode nos trazer. A maioria das pessoas não gostam de viver da insegurança que o novo traz. Aquilo que para muitos é algo desgastado, velho ou ultrapassado, para muitos é sinônimo de segurança e esse sentimento é inegavelmente viciante e aos poucos enfadonho.

Saio em defesa do novo. O conceito de que o novo é sempre algo bom e pode ser entendido como algo que sempre é esperado, gostoso de experimentar e inicialmente intrigante. E de fato o é. Basta arriscarmos com a capacidade de visão ligada no 220w.

Arriscar-se é algo que naturalmente nos trará o “algo novo”, porém, que seja feito de forma inteligente. Por uma inconseqüência e irresponsabilidade atrelada a impulso do imediatismo tomamos decisões sempre sem pensar e com isso a novidade ao invés de trazer alegria, chega cheia de frutos amargos. Tudo culpa das más escolhas. E o coitado do “novo” que leve a culpa.

Equilíbrio é o que devemos trazer aos nossos dias e às nossas vidas de forma geral. Esse tipo de generalização faz bem. Podemos usar sem moderação ou medo. O conceito de certo, errado ou bom e ruim depende de nossa visão sobre a vida. Depende de como vemos as pessoas a nossa volta. A importância que damos aos sonhos e o respeito pela individualidade do ser.

Somos indivíduos tentando viver no sistema onde poucos ordenam e bilhões seguem essas ordens. A vida é conceito. Nossas escolhas definem bem o caminho. A vida nada mais é do que fazer escolhas o tempo todo. O conceito que alguém tenta imprimir ou expressar não deve e não pode ser guia de regra. Devemos seguir vários caminhos que deságuam em um só destino: o do bem.

Conceitos são mutáveis, já os valores morais criados pela força maior desse universo e que regem as leis da vida são imutáveis. Ou seguimos ou sofremos. O resto¿ São apenas conceitos ou convicções.

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