Embarque na aventura de conhecer a Europa em 30 dias
Por Diêgo Candian Alves

Jardim do Palácio Real de Viena, capital da Áustria. Foto: Arquivo Pessoal

Viajar é um desafio a si mesmo! É vencer todas as barreiras que nossa mente coloca com o intuito de nos amedrontar. Viajar é desbravar lugares, culturas, o mundo! Entretanto, antes de tudo são necessários dois quesitos para um passeio tranquilo e sadio: preparação e disposição! Sim, é fundamental que haja preparação financeira com o orçamento de todos os detalhes, além de verificar quais lugares merecem maiores números de dias e quais merecem uma visita rápida, etc. Lembro-me que planejei minha eurotrip há aproximadamente 01 ano através do auxílio da minha consultora de turismo, Martha Pereira Caetano. Pesquisamos preços de passagens aéreas e terrestres, hotéis em lugares estratégicos, pacotes promocionais de outras empresas de turismo… Foi um verdadeiro quebra-cabeça, muita conversa e estudo, porém, valeu a pena! O planejamento é necessário a fim de evitar imprevistos.

Vista geral de Budapest, na Hungria. Foto: Arquivo Pessoal

Além de tudo isso é preciso muita disposição, afinal, não é fácil visitar 12 países em 30 dias com duas malas pesadas e uma mochila lotada de agasalhos, mas é recompensador. Vou discorrer brevemente a minha eurotrip, que aconteceu entre setembro e outubro deste ano. Parti em direção a capital da Austria, Viena, onde tive o prazer de conhecer lugares lindos e que têm ligação direta com o Brasil, como o Palácio Real em que nasceu nossa primeira imperatriz, Dona Tereza Cristina de Bragança, mulher de Dom Pedro I. Posteriormente, fomos à catedral e ao emblemático município de Durnstein. Além do passeio de barco no Rio Danúbio – que é o segundo maior da Europa – visitamos as vielas medievais, assim como a capela barroca dos agostinianos. Em seguida fomos pra cidade de Melk, na qual conhecemos o majestoso mosteiro beneditino. Retornando à Mozart, estive com novos amigos e brindamos a amizade com uma saborosa cerveja austríaca.

O segundo país do leste europeu que conheci foi a Hungria. Budapest, sua capital, é simplesmente maravilhosa, a cidade mais linda do leste europeu, na minha concepção. Budapest era divida em dois lugares: Buda (que significa água) e Pest (fornalha ardente) eram separadas pelo rio Danúbio, até formarem uma única cidade. Seus monumentos lembraram-me muito Paris! Além da Basílica de Santo Estevão, Rei da Hungria – onde se encontra a relíquia desse santo, a mão do rei de Hungria – tive o imenso prazer de percorrer o rio Danubio durante a noite e contemplar maravilhosas construções iluminadas, isso num frio de 4º. No dia seguinte percorri aproximadamente 20km a pé para conhecer outros lugares como a famosa Ilha de Santa Margarida, o Palácio do Governo, a gruta da Virgem Negra, e o Parlamento Húngaro – considerado o mais belo da Europa. Foi tudo maravilhoso!

Passeio por Londres, na famosa roda gigante London Eye. Foto: Arquivo Pessoal

Dando sequência ao roteiro nos dirigimos para Praga, capital da República Tcheca. Contudo, antes fizemos uma visita rápida aos principais pontos da jovem Bratislava, capital da Eslováquia. Em seguida, finalmente chegamos à República Tcheca, cuja capital, Praga, é famosa por seu extenso patrimônio arquitetônico e rica vida cultural. Possui lindas igrejas barrocas, praças e castelos centenários, além de ser a cidade do Menino Jesus de Praga.

Nossa próxima parada foi na Polônia, o maior país católico do mundo, onde conhecemos a Cracóvia e seu santuário da Divina Misericórdia, fomos ao município de Wadowice – em que nasceu São João Paulo II – e ao campo de concentração nazista de Auschwitz, onde morreram mais de um milhão de pessoas. (Dois lugares paradoxos, não?!) No dia seguinte visitamos a Czestochowskiej e Varsóvia, sendo esta última a capital da Polônia, região cujo povo é muito simpático e se orgulha de ter como patriotas, João Paulo II e Frederico Chopin.

A partir daí, passamos pela encantadora Poznan, rica de igrejas e castelos medievais e dois dias depois fomos para Berlin, mais precisamente na Alemanha, ocasião em que nosso primeiro contato turístico foi logo com o famoso “muro de Berlin”, cuja versão original foi derrubada em 1989, restando apenas partes da construção autêntica. Lá também conheci o tão desejado Brandebourg Tor, principal cartão postal da cidade, a majestosa catedral protestante, palácios alemães e monumentos em homenagem às vítimas do holocausto judeu.

Visita a capital alemã, Berlin. Foto: Arquivo Pessoal

O leste europeu é mágico, cardápio pesado: muita carne de porco, batata frita e cerveja. Também, comidas gordurosas para enfrentar frios intensos. Terminando a referida região, viajei para Roma, onde pude contemplar o Coliseu durante à noite, a Fontana de Trevi, o Castelo de Sant’Angelo, além obviamente da Cidade do Estado do Vaticano, oportunidade em que visitei a Basílica de São Pedro, assim como participei da missa de canonização dos primeiros mártires brasileiros – leigos e religiosos do Rio Grande do Norte assassinados pelos calvinistas holandeses – celebrada pelo papa Francisco. Em Roma foram apenas três dias, mas muito bem aproveitados, pois segui viagem para Madrid.

Na capital espanhola, pude admirar monumentos reais, igrejas maravilhosas, jardins que já sentem a beleza do outono europeu. Na Espanha, fui a Avila – terra de Santa Teresa de Jesus, Santiago de Compostela – onde está o túmulo do apóstolo S. Tiago Maior e o maior turíbulo do mundo, além de Zaragoza – local em que se venera Nossa Senhora do Pilar. Permaneci por seis dias no referido país, tendo, logo em seguida, partido rumo a Lisboa.

Maravilhosa cidade, rica em lindos azulejos e palácios históricos, como o famoso Castelo de São Jorge, Torre de Belém, Mosteiro dos Jeronimos, Padrão dos Descobrimentos, os fabulosos mirantes lusitanos, além da culinária portuguesa ser recheada de frutos do mar, bacalhau, camarões e, claro, vinhos maravilhosos – o maior produtor de vinho europeu é, sem dúvidas, Portugal. E quem vai a Lisboa é obrigado a experimentar o famigerado pastel de Belém! Na ocasião, aproveitei para visitar também lugares preciosos, como a Quinta da Regaleira (Sintra), Azenhas do Mar, Fátima e Coimbra. Foram seis dias que passaram tão rápido, mas que deixaram muitas saudades.

E, por fim, terminei minha eurotrip em grande estilo na linda Londres, Reino Unido. Foi apenas um final de semana, entretanto, uma experiência muito rica, já que pude estar na companhia de amigos queridos que lá residem, além de conhecer a London Eye – famosa roda gigante, Tower Bridge – a ponte londrina, Big Ben Tower of london, o Parlamento Britânico, o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster e a Catedral de São Paul.

Ufa! Essas foram minhas férias! Dias maravilhosos, repletos de cultura, oportunidade única para praticar meu inglês e meu italiano! Momentos de lazer, de reviver a história, de sentir de perto aquilo que estudamos quando infantes. Quem tiver a chance de conhecer esses lugares, vale muito a pena, prepare-se! Termino essa resenha com uma frase que ouvi quando estava em Madrid: “se não conhecemos bem a história, corremos o risco de repeti-la”. Bom embarque aos viajantes!

 

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