Entenda o Transtorno de Pânico – Por Dr. José de Alencar Ribeiro Neto

O transtorno de pânico é uma situação clínica extremamente desconfortável e que gera grande impacto na qualidade de vida e nas funções executivas dos indivíduos acometidos e ocorre em 3 a 5% dos adultos, sendo as mulheres afetadas cerca de duas vezes mais do que os homens.

As crises de pânico consistem de início rápido de ansiedade intensa, com sintomas somáticos proeminentes, que alcançam o pico dentro de 10 minutos. O diagnóstico de transtorno de pânico requer que as crises de pânico sejam inesperadas e recorrentes (repetidas) e haja sintomas de preocupação persistente com novas crises, preocupação com relação às implicações da crise ou suas consequências (por ex., perda de controle, sofrer ataque cardíaco, “enlouquecer”).

O transtorno de pânico pode desencadear outro transtorno chamado de agorafobia, que é uma alteração de comportamento gerada por ansiedade, na qual o paciente apresenta evitação de estar em locais ou situações das quais escapar pode ser difícil ou embaraçoso, ou nas quais o auxilio pode não estar disponível no caso de sofrer uma crise de pânico inesperada ou desencadeada por situação ou sintomas similares ao pânico. (por ex., estar fora de casa sozinho, estar no meio de uma multidão, em uma fila, estar em uma ponte, ou viajando em um ônibus, trem ou automóvel).

O diagnóstico deve ser realizado por especialista, pois outros transtornos psiquiátricos devem ser investigados, como transtornos de ansiedade, de humor, intoxicação ou abuso de substâncias, além de descartadas as situações clínicas que cursam com sintomas semelhantes à crise de pânico, como hipertireoidismo, embolia pulmonar, infarto do miocárdio, disritmias cardíacas, hipoglicemia, asma, crises parciais complexas e feocromocitoma.

O primeiro passo para o tratamento é educar os pacientes com relação às crises de pânico, enquadrando-as como um circuito do medo hiper-reativo no cérebro que produz sintomas físicos que não são perigosos. O plano terapêutico deve ser individualizado; porém o melhor tratamento inclui a associação de terapia cognitivo-comportamental e medicação que promove a remissão (melhora total dos sintomas). O tratamento geralmente dura 01 ano e sessões de reforço da terapia após a retirada da medicação apresentam excelentes resultados para prevenção de novos episódios e costumam ser mais eficientes que utilizar a medicação por longos períodos.

Foto: Divulgação – imagem meramente ilustrativa.

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