Líder de si mesmo

Alexandra Peron, Graduada em Processos Gerenciais. MBA em Liderança e Coaching para Gestão de Pessoas.

Você já se deu conta de que muitos gestores, por mais que sejam chefes, não são líderes? Essa situação é mais comum do que se possa imaginar! Quando isso acontece, os funcionários até atendem aos comandos, porém, apenas por uma imposição hierárquica, e não por acreditarem e confiarem no que o dirigente diz. E a verdade é que isso ocorre muitas vezes porque o próprio administrador não se sente um líder. Assim, é natural que as pessoas sob seu comando também não o identifiquem como tal.

Mas a boa notícia é que idem a diversas outras habilidades, a liderança também pode ser desenvolvida! E o primeiro passo, antes de mais nada, é transformar-se em um líder de si mesmo. Dessa forma, você passará a vislumbrar um futuro melhor, definir objetivos significativos e persegui-los de maneira obstinada; fatores substanciais na composição de um bom gestor. Ademais é importante ter em mente que coordenar exige a tomada de decisões difíceis ao longo de sua trajetória e o único meio de se manter firme nessa estrada, com inspiração, motivação e energia em alta, é liderando com o coração e se dedicando.

O indivíduo que é líder de si mesmo não perde o rumo porque sabe muito bem aonde quer chegar, tendo traçado um plano de ação para alcançar sua meta. Ao sentir confiança nos objetivos apresentados, a equipe passa a seguir o profissional não por uma questão de hierarquia, mas por realmente acreditar no plano e por desejar, tanto quanto o líder, atingir o propósito estabelecido.

Ao gerir com amor, o diretor consegue motivar sua equipe, estimulando os colaboradores a enfrentarem as adversidades e perseguirem o alvo definido até o fim. Agindo com a cabeça ele segue um caminho completamente racional, lógico e ordenado, usando um conjunto de ferramentas administrativas. No entanto, tornar-se um líder de si mesmo exige mesclar dois rumos, equiparando coração e cérebro. Assim, quando se deparar com uma decisão difícil, especialmente no campo ético, o segredo é buscar o equilíbrio se fazendo três perguntas:

  • Qual o risco de seguir determinado caminho?
  • A escolha é consistente com meus valores pessoais e com os valores que compartilho com a equipe?
  • Minha consciência ficará tranquila?

Com essas respostas em mãos, você certamente se sentirá mais seguro para escolher a melhor direção a seguir.

O líder de si mesmo sabe o que quer fazer, por que quer fazer e como chegará lá. Isso porque, ao ter um propósito, é possível coordenar a equipe em um trajeto alinhado com a visão, a missão e os valores da empresa. Ele usa esse objetivo para estimular o grupo a dar seu melhor para uma causa em comum, afinal, o sucesso não é uma questão de sorte, e sim, de dedicação. Por isso, para se tornar um líder de si mesmo, tenha em mente três pontos:

  • Sem esforço nada pode ser alcançado;
  • O sucesso como líder só é atingido com uma mente calma e equilibrada;
  • A concentração (em pensamentos e ações) é o “pulo do gato” para alcançar uma meta.

Você sabe que se tornou líder de si mesmo quando consegue ser paciente, calmo e focado, demonstrando tolerância e dando aos membros do seu grupo o tempo que eles precisam para alcançar seus passos. A essa altura da caminhada, você diminui o ritmo quando identifica que, apesar de querer resultados rápidos, seu time e os próprios processos precisam de um tempo para amadurecer. O segredo está em ter autocontrole.

Quando o líder alcança a habilidade de se manter sereno, tende a passar essa sensação de tranquilidade para seus funcionários, o que só ajuda no processo de busca pelos objetivos, com foco, produtividade e dedicação. Já o gestor que se desespera quando um problema acontece, definitivamente não é líder de si mesmo e, por isso, não tem a habilidade necessária para orientar mais ninguém. Ao identificar que você não é mais um empecilho para sua liderança, chegou a hora de liderar os demais.  Avante!

ENTRE NA REDE FATO!