Má administração ou estratégia? – Por Adm. Josiane Souza

Humano 3d colgado de una flecha roja hacia abajoMuito se ouve falar sobre empreendedorismo e com ele o sonho do próprio negócio, montar a própria empresa; alguns vendem boa parte de seus bens ou até mesmo contraem empréstimos para realizar tal “sonho”, mas sequer realizam um estudo de viabilidade afim de analisar os prós e contras de uma decisão tão importante e que pode custar muito mais do que seus investimentos. Neste contexto nasceram inúmeros empresários e empresas, no entanto temos percebido a dificuldade delas permanecerem ativos e adimplentes em um mercado cada dia mais competitivo.

A carga tributária do nosso país é pesada e dificulta a formalização e a manutenção dos negócios em plena atividade, além das exigências legais e fiscais. A carência de conhecimento sobre administração financeira atrelado à facilidade do crédito, tem colaborado para o aumento do índice de endividamento e um dos grandes equívocos das empresas é contrair empréstimo e destiná-lo para suprir custos/despesas ou até mesmo investimento dos sócios, ou seja, pessoa jurídica e física se confundem, impossibilitando o planejamento e melhor gestão dos negócios.

Não é só a má administração e as inúmeras falhas de gestão que levam uma empresa a fechar suas portas, algumas modificam o ramo de atuação visando ganhos em novos mercados, como exemplo recente podemos citar a Coteminas, tradicional empresa do ramo têxtil, que anunciou a desativação de duas unidades fabris no Rio Grande do Norte para investir num complexo imobiliário. Outras decidem em decorrência de reestruturação afim de manter a competitividade no mercado, como foi o caso da Teka, também do ramo têxtil, que anunciou o fechamento das atividades da filial fabril de Itapira (SP). Ainda há aquelas que precisam obedecer às exigências de um padrão, como é o caso da norte-americana Dow Chemical, fabricante de tolueno diisocianato (TDI), que anunciou o encerramento das atividades da unidade em Camaçari (BA), pois ela demandava investimentos adicionais para atingir os padrões mundiais – no que tange meio ambiente, saúde e segurança – além da fragilidade contínua da economia europeia. E não é só no Brasil, a Dow Chemical informou também o fechamento de unidades na Europa, América do Norte e América Latina. E ainda há aquelas que tomam esta decisão para ousar em novos voos como exemplo a Unilever que fechará fábricas no Reino Unido, devido à mudança para sua maior fábrica britânica em Port Sunlight (noroeste da Inglaterra).

Como vimos muitas são as razões que levam a o fechamento de uma empresa, é preciso fazer uma análise cautelosa, ter visão de mercado, ter objetivos claros e bem definidos, capacitar-se constantemente e buscar auxílio profissional para assim aumentar as possibilidades de sustentabilidade e consequente obtenção do sucesso profissional.

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