PNL SISTÊMICA – Por Maria Luisa Araujo

Um misto de ciência da comunicação e psicoterapia surge na década de 70 com base na gramática transformacional de Noam Chomsky, o pensamento sistêmico de Gregory Bateson, o modelo de terapia familiar de Virginia Satir, a hipnoterapia de Milton Erickson e a Gestalt de Fritz Perls.

Ideias fundamentadas na comparação do cérebro humano com um computador (hardware), a pesquisa da linguagem verbal e não-verbal e a gramática oculta do pensamento e da ação, vislumbraram a mente humana como um conjunto de programas (softwares) ali inseridos através de inputs sensoriais. Se o nosso cérebro é uma espécie de computador, então nossos pensamentos e ações são os nossos softwares. Se pudermos mudar nossos programas mentais, assim como mudamos um software ou fazemos o seu upgrade, conseguiríamos imediatamente mudanças positivas no nosso desempenho. Conseguiríamos melhorias imediatas na nossa maneira de pensar, sentir, agir e viver.

Assim surge a Programação Neurolinguistica, uma disciplina cujo domínio é a estrutura da experiência subjetiva do individuo, não tendo compromisso para com a teoria, mas tem antes o status de um modelo – uma coletânea de procedimentos cujo valor pode ser medido através da utilização e aplicabilidade. A PNL apresenta ferramentas específicas que podem ser aplicadas efetivamente em cada interação humana. Oferece técnicas específicas por meio das quais um praticante pode organizar e reorganizar de maneira útil sua experiência subjetiva ou as experiências de um cliente a fim de definir e depois obter qualquer resultado comportamental.1

O cérebro, como o computador, não é flexível, ele faz exatamente o que se manda, não o que se quer e então ficamos loucos de raiva porque ele não fez o que a gente gostaria que ele tivesse feito. Isso explica por que mudar, muita das vezes, é tão difícil. Não importa o quanto a gente queira, deseje ou espere, isso não vai fazer o upgrade do nosso cérebro. Tampouco ficar zangado ou dar as mesmas instruções inúmeras vezes seguidas vai modificar o resultado ou resposta anteriormente programada em nosso software mental. O que precisamos fazer é acrescentar novas instruções aos nossos programas atuais onde elas são necessárias.

Mediante a utilização das técnicas enumeradas pela PNL como instrumentos facilitadores da comunicação, o individuo tornar-se-á capaz de elaborar e/ou escolher os conteúdos (softwares) a serem instalados em sua mente e deletar modelos e conteúdos indesejáveis (aqueles que conduzem a resultados inadequados, comumente denominados problemas ou fracassos). 2

Nossos relacionamentos são o meio básico, durante nossa vida inteira, pelo qual desenvolvemos nossa compreensão de nós mesmos. Nenhum de nós tem o poder ou a autoridade de controlar o que outros nos podem trazer através de suas atitudes, palavras ou ações, entretanto nosso poder é o que levamos para nossos relacionamentos ou o que fazemos com o que nos é dado. O pensamento sistêmico procura identificar os padrões estruturais pela análise das relações internas e interações, que ocorrem nas inter relações.

Se estamos interessados em dominar os resultados de uma situação particular, somente através de nossa compreensão da estrutura subjetiva da experiência podemos identificar os recursos apropriados a produzir mudanças nos efeitos dos eventos e interações. A PNL Sistêmica assinala a influencia que uma coisa esteja causando em outra, estuda como os elementos de um conjunto se inter-influenciam para obter resultados.  A partir daí, o conhecimento e a compreensão da estrutura do fenômeno nos permite interferir sobre ele.

Isto visto, ouvido e/ou sentido pode já nos remeter a maestria e ao poder que elegantemente podemos desenvolver na prática da PNL. Definida como “arte e ciência”, tanto uma quanto outra demandam prática, refinamento, distinções e desenvolvimentos, e assim foi acontecendo com a PNL. As formações em PNL são como eficazes e completas “faculdades” que desenvolvem faculdades humanas, é oportunamente uma chance de conhecer um pouco mais do que geralmente se conhece, saber sobre o quanto não sabia, ainda que sabendo sobre si mesmo e o mundo.

1 DILTS, Robert et AL. Neuro-linguistic programming vol. I: the study of the structure of subjective experience, 1980.

2 AZEVEDO, Regina Maria. Programação Neurolinguistica: transformação e persuasão no metamodelo. São Paulo, 2006. Dissertação de Mestrado em Ciências da Comunicação USP

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