Quem paga a conta? – Por Adm. Josiane Souza
Adm. Josiane Souza, CRA - MG 36.936 é bacharel em Administração; pós graduada em gestão de pessoas; pós graduada em MBA Executivo em Gestão Empresarial e certificada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. É também colunista da Revista Fato, onde assina a coluna Gestão em Foco.

Adm. Josiane Souza, CRA – MG 36.936 é bacharel em Administração; pós graduada em gestão de pessoas; pós graduada em MBA Executivo em Gestão Empresarial e certificada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais. É também colunista da Revista Fato, onde assina a coluna Gestão em Foco.

A Copa do Mundo está sendo sediada no “país do futebol” e o momento político-econômico vivenciado pelo nosso país é delicado e polêmico, que nos remete a constante análise e avaliação crítica.

Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, mas vimos a isenção fiscal para a FIFA. Os gastos públicos são questionáveis em meio a corrupção que “grita”, e como não há um padrão para a prestação de contas das copas, nos inviabiliza a comparação. O problema não é o gastar, mas como gastar! No entanto devemos considerar que muitas das obras realizadas permanecerão após a copa do mundo como legado à população.

No calor humano da “paixão nacional”, assistimos protestos espalhados por diversas regiões do Brasil e infelizmente, no meio deles, atos violentos, com pessoas feridas e até mesmo mortas; depredações do patrimônio público e privado, no intuito de chamar a atenção do restante da população, dos governantes brasileiros e claro, do mundo. Mas ao final, quem paga a conta?

Manifestações fazem parte da nossa história e com a colaboração delas, já se empossou e depôs Presidente. Mas será que conhecemos de fato a magnitude do Art. 1º – Parágrafo Único, preconizado pela nossa Constituição Federal – Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente…?

Considerando essa conjuntura, faço uma analogia com o Governo de Juscelino Kubistchek (1956-1961) com sua máxima “50 anos em 5” que, pautado num ousado planejamento e metas audaciosas, elevou o crescimento do país, abriu o mercado ao capital estrangeiro, investiu consideravelmente no transporte, incentivando a entrada das indústrias automobilísticas; assim como em energia, indústrias de base, alimentação e educação (de maneira mais tímida) e na construção de Brasília, sendo esta elevada à Capital Nacional. É fato que os ganhos foram extraordinários, em contrapartida houve déficit orçamentário, aumento dos gastos públicos e da dívida externa, agravou a inflação, enfim, a nação conheceu um momento com intensas acusações de corrupção. Nesse cenário o Brasil torna-se, pela primeira vez, Campeão da Copa do Mundo de Futebol em 29/06/1958 na Suécia, com Pelé e Garrincha, entre outros nomes e acontecimentos que marcaram a época.

A copa do mundo é nossa, e finalizo fazendo menção a uma frase histórica de JK e que ele nos deixou como reflexão: “Se alguma coisa, aliás, nos falta, é termos consciência exata de que somos irremediavelmente um grande País. Não podemos convencer os outros dessa realidade quando não estamos dela convencidos”.

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