Rodrigo Leite
Cantor e compositor ubaense fala sobre sua bagagem com a música e o projeto carreira solo

Ainda criança, com influência da família e dom natural para aprender, Rodrigo Leite, nossa Prata da Casa desta edição deu início à sua carreira musical. Recorda-se dos tempos da infância que ouvia no rádio os memoráveis clássicos de sucesso das duplas Zezé de Camargo e Luciano e Chitãozinho e Xororó, além das inesquecíveis letras da banda Legião Urbana.

Aos 7 anos de idade nosso entrevistado ganhou de presente como um simples gesto de carinho de seus pais o seu primeiro instrumento musical, um teclado. Ele relata que ficou muito feliz, afinal, foi a partir daí tudo começou: “Não demorou muito tempo e eles viram a necessidade de me dar outro instrumento” relembra saudoso.

Rodrigo iniciou suas aulas de teclado com seu Tio Everaldo, pessoa que contribuiu e muito para que o seu amor pela música crescesse dia após dia. Nas festas de família seu tio tocava os clássicos sertanejos, músicas de serestas e boleros que hoje ele se vê interpretando em seus shows: “Minha primeira apresentação foi no Box 7, no centro de Ubá. Na época eu era tecladista e segunda voz. Me recordo de que na ocasião eu tinha um amigo e vizinho que veio de São Paulo. Ele abriu uma cervejaria e foi ali que tive a minha primeira oportunidade” relata e ainda revela que mesmo com sua timidez ficou muito feliz e grato por esta primeira porta que se abriu.k

Cantor e compositor Rodrigo Leite                            Foto: Servando Lopes

Com uma trajetória musical carregada de experiências e boas amizades conquistadas ao longo da sua jornada, o músico nos conta que já atuou em bandas e duplas. Ele diz que o primeiro trabalho em conjunto foi através de uma banda que surgiu entre amigos, chamada “Grupo Imagem” onde os ensaios eram realizados no seu quarto. Após essa experiência, o cantor viveu a bagagem de cantar pela primeira vez como dupla, surgindo aí “Zezé e Rodrigo”: “Após o fim da deste projeto fiquei sozinho por um tempo, momento em que elaborei um trabalho em parceria com o Valmir, de Visconde do Rio Branco. Logo depois, lançamos à dupla “Rodrigo e Daniel”, até que surgiu “Sérgio e Rodrigo”, época que fizemos muitas festas e bailes” conta.

Com o fim da dupla Rodrigo Leite ingressou no projeto de outra banda, chamada “Os caras” onde apresentou-se por várias cidades da região. Encerrado este ciclo ele deu início a uma linha de trabalho diferente, momento em que mais uma dupla nascia, desta vez, em parceria com Sandro Schiavon Sanfoneiro: “Estive também, por aproximadamente dois anos na banda “Ziriguidum”, período em me aprimorei. Ao me despedi deste trabalho, iniciei os planos de carreira solo, que hoje, Graças a Deus, estão se concretizando” complementa.

Aos 34 anos o cantor e também compositor introduziu suas apresentações como cantor solo. Ele afirma que o objetivo deste trabalho é trazer para o palco as canções que sempre fizeram parte da sua história, criando assim para os seus shows a sua identidade. Através disso muitas oportunidades surgiram e Leite já se apresentou por diversas cidades e estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

Das cidades de Minas em que se apresenta ele destaca Presidente Bernardes, Guarani, Tocantins, Rodeiro e Ubá, locais de muitos shows realizados pelo cantor. Questionado da apresentação mais marcante da carreira na Cidade Carinho, ele pontua a “Noite do Cabaré”, organizada por ele e pela sua família: “O público de Ubá tem prestigiado e apoiado os nossos eventos, nos dando força para que esse projeto continue e cresça”, conta.

A rotina de Rodrigo e sua esposa Marina Schiavon, seu braço direito nesta caminhada é repleta de compromissos e desafios. Ele afirma que além das funções como músico se divide também à ocupação de pai carinhoso e marido dedicado:

“Trabalhamos nos shows aos finais de semana, saímos de casa cedo para as montagens e passagens de som, deixando tudo preparado para as apresentações. Em outros dias nos dividimos em vendas de shows, reuniões com contratantes, atendimentos especiais a noivas e noivos. Visitamos Prefeituras e clubes, sem contar os ensaios e reuniões com músicos, marketing, imprensa e divulgações. Temos uma preocupação também em atender as pessoas que participam ativamente nas redes sociais, não deixando de lado a vida de casal e pais dos nossos amados filhos Ruan e Raissa”, explica sobre a rotina.

Sobre os planos para o futuro o cantor pretende continuar se aprimorando na música, seguir com seu projeto “Noite no Cabaré”, que em 2018 chegará à sua terceira edição, realizar o sonho de gravar uma música autoral, um vídeo clipe e o seu primeiro DVD. “Não consigo me imaginar vivendo sem música, ainda mais nesse momento que estou envolvido em vários projetos e ensaios. Música para mim é tudo e para sempre”, encerra.

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