Seminário das Águas, realizado no Colégio Sagrado Coração de Maria, debate crise hídrica na Zona da Mata Mineira
O evento contou com quase 200 participantes representando entidades públicas, movimentos sociais ligados ao tema e comitês de bacias.

Dentre os tópicos abordados durante o Seminário, destaca-se a clara urgência para garantir o adequado tratamento de resíduos e a sustentabilidade de rios e mananciais dos municípios que integram o agrupamento de bacias do Rio Paraíba do Sul, composto pelas bacias Preto/Paraibuna e Pomba/Muriaé.

Foi realizado no Colégio Sagrado Coração de Maria na última terça-feira, 04, o encontro regional do Seminário Legislativo Águas de Minas III – Os Desafios da Crise Hídrica e a Construção da Sustentabilidade. O evento contou com quase 200 participantes representando entidades públicas, movimentos sociais ligados ao tema e comitês de bacias, todos provenientes de diversas cidades da região com o objetivo de avaliar a implantação das leis nacional e estadual das águas, colher sugestões para aprimorar as políticas públicas nesta área e estimular a educação ambiental.

Dentre os tópicos abordados durante o Seminário, destaca-se a clara urgência para garantir o adequado tratamento de resíduos e a sustentabilidade de rios e mananciais dos municípios que integram o agrupamento de bacias do Rio Paraíba do Sul, composto pelas bacias Preto/Paraibuna e Pomba/Muriaé. Na oportunidade, o Deputado Dirceu Ribeiro (PHS) – que representou juntamente do Dep. Iran Barbosa (Presidente da Comissão Extraordinária das Águas) a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) – frisou pela preservação do meio ambiente, em especial sobre a situação dos recursos hídricos na região da Zona da Mata Mineira. “A terra é nosso lar comum e criar um mundo sustentável para nossos filhos e para as futuras gerações é tarefa de todos nós: poder público, educadores, instituições e comunidade”, lembrou o deputado, que completa: “Já protocolei o projeto de lei nº 1978/15 que trata das barraginhas, visando a preservação também de nossos mananciais, nascentes de rios e lençóis freáticos da nossa zona rural”.

04.08 - Seminário das Águas - Ubá (4)

O evento contou com quase 200 participantes representando entidades públicas, movimentos sociais ligados ao tema e comitês de bacias.

A importância de planos de saneamento foi lembrada pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Preto e Paraibuna, Matheus Machado Cremonese, que destacou, ainda, os pontos de controle (trechos selecionados dos rios para monitoramento de volume e da qualidade da água), enfatizando a importância deles para que as regiões tenham conhecimento de tudo o que ocorre em seus cursos d’água. “O problema da escassez de água é apenas uma das questões com as quais precisamos nos preocupar. Há muito mais para debater e podemos avançar muito nesta discussão encaminhando propostas ao Executivo, provocando-o positivamente. O comitê precisa expandir fronteiras e buscar novos parceiros”, declarou Matheus.

A presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica dos Afluentes Mineiros dos Rios Pomba e Muriaé, Maria Aparecida Borges Pimentel Vargas, destacou a situação da Bacia do Paraíba do Sul que, além de Minas Gerais, abrange os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e conta com 40% de esgoto tratado nos três Estados, sendo que em Minas são apenas 10%. “O tratamento das águas da bacia teria um custo de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1 bilhão só para a área mineira”, destaca Maria Aparecida.

O encontro de Ubá foi o quarto de uma série de nove debates regionais, que se encerrará em Belo Horizonte entre 29 de setembro e 2 de outubro. Antes dessa plenária final, ainda estão previstos encontros regionais em Poços de Caldas, Belo Horizonte, Araçuaí (Vale do Jequitinhonha), Paracatu (Noroeste de Minas) e Uberlândia.

Seminário das Águas:

Este é o terceiro seminário sobre o tema organizado pela ALMG. O primeiro, realizado em 1993, resultou na lei estadual de gerenciamento de recursos hídricos (que inspirou a legislação federal); e ainda na formação dos comitês de bacias hidrográficas do Estado e na criação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O segundo, de 2002, garantiu avanços na reestruturação dos órgãos encarregados do gerenciamento dos recursos hídricos e a criação do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas de Minas Gerais (Fhidro).

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