Ubaenses se manifestam pelas ruas da cidade pedindo fim à violência
Cerca de 200 pessoas participaram da manifestação pedindo por paz na tarde desta quarta-feira de cinzas. Foto: Samuel Gazolla.

Cerca de 200 pessoas participaram da manifestação pedindo por paz na tarde desta quarta-feira de cinzas. Foto: Samuel Gazolla.

Aconteceu no início da tarde desta quarta-feira (18) o manifesto contra a violência crescente que tem assustado os moradores de Ubá. Ele foi idealizado em protesto pela morte de Mirtes Fernandes, a professora atingida por uma bala perdida no ultimo sábado (14), no Bairro Palmeiras, após uma suposta briga de trânsito entre outros indivíduos.

 O protesto teve inicio na Praça São Januário às 12h00, realizando trajeto pela Av. Beira Rio e depois novamente pelo Centro da cidade, até chegar à Praça Guido Marlière. Formando o grupo de manifestantes, que contou com cerca de 200 pessoas, encontravam-se familiares, amigos, professores e colegas de trabalho de Mirtes.

 Algumas autoridades também estiveram presentes. O Prefeito Vadinho Baião, os vereadores Samuel Gazolla e Rafael Faeda e ubaenses que decidiram se posicionar diante da causa. A manifestação contou também com a presença de representantes de outros casos de vítimas da violência em Ubá, como o assassinato do cinegrafista Fernando Cruz que aconteceu em Outubro de 2014.

 Vestidos de branco, os manifestantes caminharam pelas ruas entoando pedidos de paz e melhorias na segurança e na educação. “O movimento atingiu com louvor os seus objetivos” declara um dos vereadores presentes, Samuel Gazolla. “Foram eles: demonstrar a indignação da sociedade sobre a situação da segurança pública e mostrar que é preciso e também possível se organizar para cobrar das autoridades providências urgentes; e também deixar claro que não podemos banalizar a situação da criminalidade”.

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Após caminharem pelo centro da cidade, a manifestação teve fim na Praça Guido Marliére. Foto: Samuel Gazolla.

 O Historiador e Coordenador do Curso de Capacitação de Professores em História da África da UFV, José do Carmo de Araújo, também marcou presença e falou um pouco sobre o ocorrido:

“Todos nós lamentamos muito o que aconteceu com Mirtes. Sem sombra de dúvidas isso é reflexo de muitos problemas que a sociedade vem enfrentando, e um dos maiores são as leis que interferem na educação de pais e filhos. Há problemas também na segurança, na formação dos nossos jovens, na grande quantidade de ociosos que ficam jogados e fazendo parte dessa violência pelas ruas, entre muitos outros” ele opina.

 “Hoje em dia, muitos jovens não se colocam como protagonistas do seu próprio tempo. Os adolescentes bandidos possuem mais passado do que qualquer futuro, com uma ficha criminal extensa e que começou cedo. Antigamente, quando entrávamos na escola, pensávamos: ‘Temos um futuro pela frente!’. Hoje, muita gente vive outra realidade, que acaba sendo infeliz e incerta” finaliza.

 A Polícia Militar acompanhou o grupo de manifestantes, orientando os motoristas e controlando o transito para que todo o trajeto fosse realizado com sucesso e em ordem.

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