Uma empresa chamada FAMÍLIA – Por Josiane Souza

A tecnologia impera soberana, os ditos “relacionamentos” estão sendo fundados virtualmente e com isso vemos o distanciamento entre as pessoas, inclusive dentro do próprio lar (onde todos também estão conectados). Moram na mesma casa, mas mal sabem um do outro, de seus sonhos, anseios, expectativas, frustrações, medos, enfim, não se conhecem de fato.

É preciso mudar esta realidade se queremos estabelecer relacionamentos saudáveis, formar seres humanos e profissionais preparados, que saibam como e o quê buscar, principalmente saibam lidar com os “NÃOs” que a vida fatalmente dará. E assim, avivar seu poder de superação, colecionar conquistas em um mundo onde quem vence é o que melhor se adapta.

Família compõe a sociedade, portanto está sujeita às oscilações do mercado, bem como à crise e falência. Apesar de haver interesses pessoais, é preciso definir claramente os objetivos a serem alcançados pelo grupo, a fim de que todos trabalhem em sinergia para o sucesso e bem comum. Assim como em uma empresa, ela é formada por pessoas com características diferentes, mas que juntas formam uma equipe e, dependendo de sua liderança, alcançará o sucesso ou estará fadada ao fracasso.

James C. Hunter, em seu livro “O monge e o executivo”, conceitua liderança como uma habilidade – portanto pode ser aprendida e desenvolvida – que se vale da influência para fazer pessoas trabalharem com entusiasmo e atingir aos objetivos propostos, exercendo assim sua AUTORIDADE. Enfatiza que o ingrediente mais importante para um relacionamento bem-sucedido é a CONFIANÇA. “Sem níveis básicos de confiança, os casamentos se desfazem, as famílias de dissolvem, as organizações tombam, os países desmoronam” – afirma o autor.

Um ponto importante que merece atenção e cuidado das famílias, bem como das empresas, é com as finanças. Constantemente são divulgadas pesquisas que apontam o problema financeiro como um (senão o) dos principais vilões das empresas e das famílias. Para a manutenção da harmonia familiar, faz-se necessário que todos os integrantes estejam bem informados sobre as despesas/custos do lar, precisam saber onde pretendem chegar JUNTOS, ter estabelecido o papel de cada um, sem margem para a dúvida, alinhando e ressaltando sua importância para o sucesso conjunto.

É preciso exercitar a educação financeira desde o presente do filho até a compra de um imóvel, por exemplo. Estude sobre o assunto, busque ajuda profissional se necessário, planeje e faça o orçamento do ano, anote todos os débitos para facilitar a análise e gerenciamento de seus gastos, destine um percentual de reserva e poupe para futuras eventualidades, comece com um pequeno valor, mas comece! E lembre-se: as atitudes e decisões de hoje refletem diretamente nos resultados do amanhã.

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