Vereadores reúnem com analista administrativo da Copasa e discutem sobre a crise hídrica que afeta o município
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Os vereadores Faêda e Samôr reuniram com o analista da Copasa na última semana em busca de respostas sobre a crise hídrica que afeta o município. Foto: Martim Barbosa – ASCOM/CMU

Na última semana os vereadores Rafael Faêda (PP) e Vinícius Samôr de Lacerda (PTdoB) estiveram na sede da Copasa em busca de maiores esclarecimentos sobre a crise hídrica que afeta o município de Ubá.

A expectativa dos dois vereadores era a de serem recebidos pelo gerente distrital da Copasa, Leandro Borges da Cruz. Porém, na oportunidade, eles foram recebidos por Manoel Lima, Analista Administrativo da empresa.

“Pelo que nos foi passado, a Copasa está tomando algumas medidas para tentar contornar a situação caótica que estamos passando. Algumas ações já foram realizadas, mas é preciso muito trabalho para superar as dificuldades no abastecimento de água”, pontua Faêda.

O portal de notícias da Câmara Municipal de Ubá divulgou na data de ontem, 02 de fevereiro, alguns pontos importantes desta reunião. Confira a seguir:

Vazão atual

“A empresa trabalha com 50% de sua capacidade total, ou seja, para atender a toda a população seria necessária uma vazão de 300 litros por segundo, o que não ocorre devido a falta de chuvas. Conseguimos a liberação para a construção de 16 poços artesianos que irão contribuir para o abastecimento, mas não será a solução”.

Explicação sobre o abastecimento ininterrupto de alguns bairros

“Como o nosso sistema de captação é antigo, existem algumas situações difíceis de contornar. Por exemplo, antigamente construía-se uma adutora (rede mestra) que trazia a água de Peixoto filho para reservatório. Neste caminho eram feitos alguns ‘gatos’ para abastecer os bairros que estavam no caminho, o que nos impossibilita de fechar o abastecimento de alguns bairros, já que se cortarmos este abastecimento, não iríamos permitir que a água chegasse ao reservatório”.

Uso de caminhão pipa

Os caminhões pipa não são a solução, são para questões emergenciais. Temos, hoje, três caminhões em Ubá (10, 15 e 20 mil litros de capacidade), e um em Visconde do Rio Branco. Eles atendem a um pequeno número de casas e precisam voltar para buscar água. É uma alternativa para os lugares onde a água não está chegando. Está difícil de locar outros caminhões e os que a prefeitura possui não tem condições de transportar água potável.

O uso de minas já existentes

Estas águas de mina e cisternas são mais superficiais. Como a vazão é pequena, se tirarmos estas águas elas secam. Geralmente, estas minas e cisternas fornecem cerca de dois litros de água por segundo. Nossa demanda reprimida é de 150 litros.

Construção de poços artesianos

“A central de Belo Horizonte nos enviou um geólogo que está verificando a possibilidade de construir 16 poços artesianos em Ubá. Alguns locais já estão definidos. O ideal é definir um poço, com uma boa vazão, em cada região. A previsão inicial é colocar dois poços em pleno funcionamento o mais rápido possível”.

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