A dupla sensação do inverno: queijos e vinhos

Por Mateus e Angélica Benatti

Mateus Benatti – Empresário e Sommelier profissional pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo ABS-SP.
Angélica Andrade Benatti – Empresária e entusiasta no estudo de vinhos.

O inverno está chegando e, com ele, aquela vontade de reunir amigos e familiares em casa para uma roda de bate papo descontraída e prazerosa. Mas, como fazer isso de forma prática e simples? Impossível não vir à cabeça a combinação clássica e que todos amam – a famosa noite de queijos e vinhos. Pensando nisso, daremos algumas dicas certeiras para o que já é bom, ficar ainda melhor!

Apesar de ser fácil de organizar, já que cada pessoa ou casal pode ficar responsável por levar um vinho ou um tipo de queijo diferente, sem onerar ninguém e sem preparações com antecedência, é importante levar em conta alguns detalhes, tais como, quais as variedades, combinações e quantidades são ideais a servir. Por exemplo, para queijos, o aconselhável é pelo menos 250g por pessoa. Para vinhos, calcule uma garrafa para cada duas pessoas, no mínimo.

Se a ocasião tiver o queijo como cardápio principal, é importante que haja de quatro a seis variedades. Além dos queijos, se quiser enriquecer sua mesa e deixar o momento ainda mais saboroso, é interessante incrementar o menu com outros itens, como pães, torradas, frios, frutas secas e frescas, patês, etc.

Para encontros menores, mais aconchegantes e intimistas, as tábuas podem ser servidas de maneira mais informal, na mesa principal ou mesmo na mesa de centro, de forma que as pessoas possam se servir livremente e sem cerimônia. Se a ideia principal é a harmonização entre queijos e vinhos, é importante se atentar para algumas dicas de combinações entre os tipos de vinhos e variedades de queijos. Portanto, vale anotar algumas dicas:

  • Queijos suaves ou frescos – como Minas Frescal, Burrata, Mussarela de Búfala, Queijo de Cabra e Ricota – acompanham bem os vinhos brancos leves secos (ex: Sauvignon Blanc) e espumantes;
  • Queijos curados cremosos – como Brie e Camembert – possuem uma casca aveludada de mofo branco, textura macia, massa cremosa, sabor marcante, mas não forte. Harmonizam bem com brancos de bom corpo, como os da uva Chardonnay, principalmente se tiver passagem em barricas de carvalho;
  • Queijos semi-duros: Ementhal e Gouda – queijos gordurosos e de sabor adocicado, suave a amanteigados, são ideais para serem harmonizados com tintos mais maduros como os Syrah e Cabernet Sauvignon de safras com mais de 5 anos;
  • Queijos duros: Grana Padano, Parmesão, Gruyere e Pecorino – apresentam textura granulada, picância, massa dura e com sal em evidência. Combinam com tintos bem frutados, sem passagem em barrica de carvalho e com uma leve nota adocicada. Bons exemplares são os vinhos italianos da uva Primitivo e os americanos da uva Zinfandel;

    Queijos e vinhos para aguçar seu paladar.

  • Queijos azuis, como Gorgonzola e Roquefort – possuem sabor forte e picante. Massa macia, à base de muito creme de leite e os mofos “azuis” característicos. Pelo excesso de sal, fazem um excelente contraponto para harmonizar com vinhos com muito açúcar, como os vinhos doces – Porto, Madeira e os de colheita tardia;
  • Para a tradicional tábua de queijos, o ideal é buscar vinhos mais neutros, os quais aceitam melhor a variação de textura, gordura e sal dos queijos. Nesse caso, os grandes curingas são os tintos das uvas Merlot ou Malbec, ambos pela maciez dos taninos, e os brancos da uva Chardonnay, por combinarem bem estrutura e acidez.

Com todas essas dicas em mãos, agora é só marcar com os amigos e se deliciar em uma maravilhosa noite de queijos e vinhos!

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