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A importância de se criar ideias inovadoras do ponto de vista da Biossegurança: Marketing positivo no momento de Pandemia

Já teve sua ideia genial para vender mais?

Publicado por: , em 01/06/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 6 minutos

Sabedores de todos os problemas da Pandemia, nos vemos em meio à inúmeras leis, normas, bem como essas mesmas trazendo consigo inúmeros debates sobre legalidade, viabilidade e acima de tudo, demandando do empresário/empreendedor uma mudança de olhar, de mindset que convirja para uma fluidez nos negócios ativos no país.

Localmente essa realidade não é diferente, devendo ser levada a sério por todos que mantém um negócio, seja ele, pequeno, médio ou grande, fazendo com que haja uma disruptura dos modelos tradicionais de vender, comprar e apresentar produtos ou serviços ao mercado.

Nesse contexto, assim como a migração dos negócios para o ONLINE, os produtos e serviços colocados à disposição por qualquer negócio precisa estar atendo às tendências e convergências do modelo de consumo coletivo que hoje é acima de tudo, MAIS EXIGENTE.

Sob a ótica desses novos paradigmas mercadológicos pós (durante) Pandemia, temos uma pesquisa recente publicada pela revista Época Negócios[1], nas palavras do CEO da Inova Consulting, que retrata que os seguimentos que estarão em vantagem serão setores da Agricultura, bem-estar, e-commerce, educação à distância, energia, entretenimento digital, logística, saúde e medicina.

Dentre outras tendências, o consumo mudou e alguns nichos que existiam em modelos físicos e mentais tradicionais, passarão a coexistir ou serem extintos em meio à tendência de consumir menos coisas supérfluas, mais acertadamente, produtos e serviços essenciais às rotinas de vida desse novo modelo de consumo pós-pandemia.

Assim, surgem as certificações de produtos e processos que, aliados às questões de Governança e Compliances, traz uma nova oportunidade de inovar, olhar mais para a qualidade dos produtos, na intensão de fornecer cada vez mais produtos rastreados do ponto de vista da segurança alimentar e sanitária. Assim, nesse novo paradigma, chancelar produtos, atendimentos, processos ou parte dos processos que tenham visibilidade frente ao consumidor fará com alguns negócios sobrevivam em meio ao caos econômico em que vivemos.

A certificação NÃO COMPULSÓRIA (num primeiro momento) de processos e produtos que serão criados a partir dessas necessidades dos consumidores em terem seus produtos postos à prova dos consumidores. Vejamos o exemplo clássico, levando-se em consideração o case Fábrica de Estofados por exemplo. Esses que mantinham processos não transparentes de higiene, sanitização, certeza de qualidade e de processos “limpos” e salubres que dão aos trabalhadores e consumidores a certeza de estarem seguros quanto às questões da biossegurança, estão fadados ao fracasso.

Serão fundamentais para um destaque desse produto no mercado, práticas operacionais mais ajustadas, mais enxutas, mais otimizadas e mais seguras. Desejo eu, na qualidade de consumidora, consumir produtos e serviços que me assegurem a eficiência dos processos frente à Pandemia já instalada. Você também, né? Por que não pensar então, no seu cliente? O que ele está disposto a consumir e de que forma ele deseja receber seus produtos ou serviços? Perguntas essas devem ser feitas por qualquer gestor que se prese, ainda mais nesse momento.

As empresas precisam criar estratégias que convertam clientes em fãs. Precisamos de processos cada vez mais padronizados e convergentes com a transparência que esse novo modelo de consumo impõe.

 Todas essas padronizações pretendidas também servirão como documento capaz de comprovar que sua atividade preocupa-se e investe no meio ambiente do trabalho (cunho social), bem como como na segurança sanitária (cunho ambiental). Em conjunto, consolidam qualidade total do processo, ou produto, inclusive do ponto de vista da sustentabilidade, que já está mais que provado, VENDE (produtos e serviços lastreados de sustentabilidade têm mais destaque no mercado).

Vários segmentos já se adequaram e estão conseguindo converter a crise na palavra e postura do“CRIE”, bem como estão se reinventando para esse NOVO momento, bem como para o NOVO perfil de consumidor.

 Assim, sugerimos que os empresários/empreendedores, seja do varejo, comércio, indústria, prestação de serviços, se adequem e adquiram conhecimento para promover essas mudanças. Mentorias, e-books, lives e demais formas de se reinventar vem sendo difundidas na internet GRATUITAMENTE; o que causa preocupação é o mix de informação (de qualidade e as de péssima) que estão sendo colocadas à disposição e o empresário/empreendedor, precisa ter a sabedoria e a visão de adequação à seu negócio ou empresa.

Para viabilizar apadronização de processos e desenvolvimento de ideias que consolidem as normas de biossegurança, bem como de processos, passa a ser um grande diferencial frente à concorrência, e para viabilizar tais práticas de inovação, tal como é a criação de certificados/chancelas de qualidade, alguns critérios mínimos que seguem em forma de DICAS INFALÍVEIS para implementação no seu negócio, a saber:

  1. Tenha um ou vários mentores à disposição do seu negócio (pagos ou não). Investimento em conhecimento aplicado serão uma tendência muito forte;
  2. Tenha protocolos de segurança sanitária personalizados que, além de convergir para os pilares da cultura da empresa (Missão, Visão e Valores), consolidam o PROPÓSITO CORPORATIVO do seu negócio. Para que sua empresa existe? Exemplo: Setor de alimentos: “Nossa empresa existe para fornecer saúde aos nossos clientes, trazendo produtos orgânicos, frescos, certificados e com controle de qualidade rígidos, para que possamos colocar nas mesas dos nossos clientes o frescor do campo e a segurança industrial que o cliente precisa!”. É uma proposta de VALOR que vai além de vender produtos alimentícios;
  3. Estude: Várias informações estão sendo disponibilizadas gratuitamente na internet e você pode acessá-las da sua própria casa, sem ou com pouquíssimo investimento;
  4. Contrate profissionais que estejam atualizados a essas novas e atuais práticas convergentes à Governança do seu negócio, tornando-o referência no segmento que deseja atuar (sejam negócios novos ou já consolidados);
  5. Crie comunicações eficientes com os clientes de forma que eles preferenciem seu produto ou serviço como um FÃ;
  6. Crie segurança e crie um marketing convergente com a transparência dos processos e fabricação dos produtos colocados à venda, de terceiros ou não (no caso de distribuidoras, por exemplo);
  7. Atente-se aos concorrentes e copie inspirações de empresas de mesmo segmento de outras cidades, Estados ou de outros países (pesquise);
  8. Reformule sua cartela de produtos e serviço no intuito de enxugar produção e o comércio do seu produto afim de maximizar as receitas, reduzindo custos ao máximo possível;
  9. Preferencie negócios virtuais e/ou compartilhe espaços em coworkings e salas virtuais de atendimento que o façam chegar a outros clientes mais distantes, vez que o mercado abriu a oportunidade para que possam negociar com outros stakeholders, inclusive investidores, que estão LOUCOS por novas ideias;
  10. Por fim e não menos importante, TREINE seus colaboradores projetando as ideias e metrificando os resultados com metas e acultuando-os ao novo momento, descobrindo novos soft skills ou capacitando-os para o novo modelo de negócio ou às mudanças pretendidas na empresa/empreendimento.

Para o momento nos resta: PACIÊNCIA, RESILIÊNCIA E PERSISTÊNCIA. Quem emergir de forma estruturada e planejada, galgará outros “oceanos” de oportunidades.

E aí? Vai deixar um inimigo invisível MATAR sua empresa? EMPREENDA-SE e não cesse até passar a “onda” daquela que pode ser uma das maiores crises econômicas mundiais. Espero que você se reinvente e emerja ainda mais forte e mais sábio do que nunca. $UCE$$O!

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[1]https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2020/04/coronavirus-7-tendencias-para-o-mundo-pos-pandemia.html

 

Caroline de Paula Balbino

Advogada, Especialista em Direito Agrário e Ambiental pela UFV, Especialista em Análise e Gestão Ambiental pela UNIFAGOC, Especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário pela UNIVIÇOSA/ESUV, membro fundador da União Brasileira de Advocacia Ambiental. Membro fundador da Associação Mineira de Consultores Ambientais de MG; Ex vice-presidente do CODEMA Ubá, Delegada, representante de MG na II Conferência Nacional de Meio Ambiente, autora de artigos e atualmente Diretora Geral do Grupo Legalizar.Co-founder Legal Mining Auditoria Minerária e CEO da startup O Portal Verde, Palestrante e Mentora de programas de aceleração de startups.