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A importância do convívio entre pais e filhos

Publicado por: , em 17/02/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Ultimamente o convívio com os filhos tem sido cada vez mais distante para inúmeros pais que colocam o trabalho como prioridade. No entanto, engana-se quem pensa que o resultado financeiro dará a essas crianças um futuro melhor. A distorção desses valores tem gerado um universo infantil infeliz e despreparado para enfrentar uma realidade muito mais exigente do que parece.

Crianças que passam um longo período longe da mãe muitas vezes desenvolvem um comportamento inseguro, já que a base da segurança se dá pela interiorização da figura materna e isso é feito na convivência diária com o filho. Paralelamente, pais que chegam tarde em casa e que compartilham poucas horas com seus pequenos, têm dificuldade em discipliná-los por pena ou receio de se tornarem mal vistos por eles.

Nesse contexto, crianças insubmissas tendem a se tornar manipuladoras e autoritárias desenvolvendo baixa resistência à frustração, pois não aprendem a lidar com situações diferentes da forma como planejam transformando-se em adultos infantilizados, que na primeira dificuldade cotidiana, seja por um emprego ou relacionamento, “chutam o balde” e partem para algo novo devido a incapacidade de enfrentar adversidades.

“Pais que chegam tarde em casa e que compartilham poucas horas com seus pequenos, têm dificuldade em discipliná-los por pena ou receio de se tornarem mal vistos por eles”

Sabemos que para se tornar um adulto bem-sucedido é necessário estar estabilizado emocionalmente, gerenciar situações, decepções, e não ter receio da competição, visto que, conhecendo a fundo sua tarefa e quem você é, sua autoestima tende a ser equilibrada. Mas vale lembrar que autoestima não se constrói na fase adulta, e sim na primeira infância, pelos pais que preenchem tempo observando seus filhos e acompanham em detalhes a evolução de comportamento e personalidade, que aos três anos já está formada.

Imagem: Sempre Família

Criar bem uma criança requer sacrifício, deixar de lado situações aparentemente prioritárias, e isso é de grande importância no preparo dessa vida que um dia iniciou, na maioria das vezes, por escolha. Sendo assim, é necessário observar cuidadosamente se cada mãe em potencial se encaixa dentro da exigência da maternidade. Caso não se sinta preparada, guarde o melhor momento para ter filhos. Nenhum ser humano merece ser negligenciado.

Priscila Lamarca Brito Zampier

Formação em Psicologia; Pós graduanda em Gestalt Terapia; Vivência Prática em Psicoterapia e Psicologia Clínica; Consteladora Familiar Sistêmica; Atuação em Consultório e Facilitadora de Grupos e Oficinas Terapêuticas