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Cirurgia de amígdalas e adenoides não são coisas do passado

Publicado por: , em 24/03/2021 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Foto: Arquivo Pessoal

Pergunta muito frequente no consultório: e aí doutora, ainda precisamos retirar as “carninhas” da garganta e do nariz? Em alguns casos, sim! A amigdalectmia e a adenoidectomia são cirurgias realizadas pelo otorrinolaringologista que continuam sendo realizadas se houver indicação, sejam em crianças ou também em adultos. São duas as principais indicações.

A primeira são quadros infecciosos repetidos, chamados amigdalites e adenoidites. E a segunda indicação, também muito importante, é a presença de sintomas obstrutivos respiratórios pelo aumento exacerbado dessas estruturas, pois elas reduzem a passagem de ar da via aérea superior. As principais queixas apresentadas nessa condição são roncos, respiração oral diurna e/ou noturna, sono agitado e cansaço fácil durante a realização de práticas esportivas.

Em outras situações menos frequentes porém, também pode ser necessário a realização dos procedimentos. A presença de otite médica efusora, ou seja, a presença de líquido dentro da orelha média com prejuízo auditivo, é uma delas. Trata-se de uma condição importante e se não tratada pode comprometer o aprendizado e desenvolvimento da criança. Outra situação em que o paciente às vezes prefere ser submetido ao procedimento, é a presença de caseum nas amigdalas que são responsáveis por mau – hálito crônico e sensação de “algo” estar agarrado na garganta. Neste caso, a cirurgia não é obrigatória mas torna-se uma opção curativa.

Diante da amigdalas assimétricas ou que levante suspeita ao exame físico, o otorrinolaringologista também pode solicitar a ressecção das mesmas a fim de realizar uma análise histopatológica (biópsia), para excluir doenças malignas que podem acometer essas estruturas.

Portanto, amigdalas e adenoides não são retiradas de rotina. Existem indicações precisas que o especialista irá avaliar em cada paciente se estão presentes. E apesar de um grande mito do passado de que a ressecção poderia comprometer o sistema imunológico, hoje existem vários estudos que eliminam essa possibilidade.

Marcela Machado Parma

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Residência Médica em Otorrinolaringologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Título de especialista em Otorrinolaringologia pela AMB; Residência Médica em Medicina do Sono pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Mestrado Profissional em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.