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Como escolher a escola para o seu filho?

Publicado por: , em 20/02/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Um novo ano se inicia e, com ele, algumas angústias e perguntas surgem aos pais. Em qual escola devo colocar meu filho? Não estou satisfeito com o local em que ele estudou e quero mudar, mas qual a melhor opção? Esse é um momento delicado e de muita atenção, pois nossas crianças passam, em média, quatro horas e meia na escola, logo, o mais importante é pensar: como gostaria que meu filho fosse educado?

Quando os pais têm claras quais são suas concepções de educação e que a instituição ideal não existe, essa escolha se torna mais fácil. Há dois tipos de escolas: aquelas que priorizam os conteúdos curriculares e notas, sendo denominadas “fortes”, e as que vão além do conteúdo formal, desenvolvendo habilidades emocionais, coletivas, e que tornem o aluno um cidadão reflexivo e com autonomia para autuar na sociedade.

Imagem: Colégio Pilar

As escolas “fortes” resumem a aprendizagem ao conteúdo curricular e, na educação infantil, iniciam a alfabetização antes do amadurecimento emocional e neurobiológico da criança, acreditando que inteligência é, principalmente, saber ler e escrever. Sua metodologia de ensino está voltada para o vestibular, têm excessiva cobrança em torno de seus alunos, uma grande quantidade de tarefas, turmas cheias e estimulam a competição. Não raro, esses discentes submetidos a tanto estresse e obrigações acabam fazendo fila em consultórios psicológicos.  E segundo o professor da Faculdade de Educação da USP, Julio Groppa Aquino, instituições voltadas ao vestibular “imbecilizam as crianças”.

O outro tipo de escola se volta não somente para o conteúdo curricular, mas busca ir além do vestibular. É a que tem como filosofia também apoiar os pais na educação de valores éticos/morais, e vê o aluno enquanto um sujeito dotado de emoções, sentimentos e habilidades artísticas, buscando estimular a imaginação, curiosidade, autonomia e autoestima, transformando sonhos em realidade. Essa instituição não resume a criança em nota, tornando a aprendizagem mais divertida, os professores são mais sensíveis e buscam metodologias de ensino e de avaliação que vão além do papel, mesmo porque papel não garante aprendizado. Dessa forma, os pais devem estar cientes da filosofia e método de ensino adotados a fim de não serem surpreendidos por atitudes que não condizem com seus próprios valores.

Além de saber o que você quer para o seu filho e comungar seus anseios com a ideologia da escola, é importante buscar informações com outros pais e alunos, conhecer a instituição, a direção, e analisar o fator econômico não somente pela alternativa mais barata, mas pelo que ela oferece. Este último ponto é essencial, visto que muitos pais comparam os preços e optam pelo mais baixo, entretanto, algumas vezes a diferença na mensalidade é compensada por outros serviços como merenda, atendimento diferenciado e turmas pequenas.

Por fim, acalmando os corações angustiados, escola perfeita não existe. Todas devem cumprir um currículo comum determinado pelo Ministério da Educação e a diferença está na concepção educativa defendida pela instituição.

Camila Helena Sá de Oliveira

Pedagoga pela UFV; Pós-Graduada em Ciências Sociais pela UFJF; Trabalha como supervisora educacional no Estado; Diretora Pedagógica do Colégio Pilar.