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Do que são vocês?

Publicado por: , em 18/03/2021 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Prof. João Batista de Paula Especialista em História do Brasil, Geografia do Brasil e psicopedagogo. (Leciona no CEJEP e Rede Estadual) jbpsme@gmail.com | Foto: Arquivo Pessoal

Metade das pessoas do mundo são mulheres, a outra metade foi gerado e parido por elas, mas apesar deste fato, elas ainda sofrem discriminações e violências nesta sociedade do século XXI. Não deveria, mas sofrem. Muita.

Neste março, poderia ater-me a uma mensagem de felicidade ou numa figurinha do “Zap”, ou um parabéns pelo dia internacional da mulher ou uma mensagenzinha clichê pelos dons a elas concedidos. Não! Não tive mulheres de todas as cores e nem de todos os tipos. Ter é um verbo que não sei conjugar… Já convivi e convivo com mulheres de todos os tipos, isso sim. Principalmente as do tipo guerreiras. Esses anos todos na Educação me deram percepções de respeito, admiração e amor por todas elas.

Quem eram aquelas estranhas que a partir da década de 80 iam para BH participar de passeatas pela educação e apanhavam, tomavam jatos de água com areia, cassetetes e saiam feridas, machucadas e persistiam, orgulhosas e inflexíveis, na luta por uma educação melhor? Eu estava lá. Gritamos, corremos e apanhamos juntos. Eu vi.

Quem eram as mulheres presas e torturadas pela Ditadura Militar? Ou as que perderam seus filhos desaparecidos e não puderam chorar sobre seus corpos…

Quem são as mulheres nos canaviais, nos prostíbulos, nos viadutos, na política, as que madrugam, as que rezam, as que não dormem, as que enfeitam seus pequenos com fitas e mandam para escola esperançosas de uma vida melhor… Quem são essas professoras que sonham juntas? Cuidam e amam?

Quem é a mãe da vítima e qual o tamanho da dor de ver o filho sair e jamais voltar?

Quem foi ou é aquela mulher que tem que dar sem não ter o que ter pra dar?

Quem são essas anônimas lutadoras do dia a dia, barradas, violentadas, proibidas, multifuncionais, plurais, invisíveis, surradas, enganadas, feridas, sonhadoras… Do que vocês são feitas?

Vou resumir todas na minha Flôr-de-Liz, que forjou em mim a capacidade mais profunda de admiração, respeito e amor aos nossos pares, sem discriminar. Ensinou-me no exemplo a venerar essas Mulheres de luta, que são o mesmo que ser tudo e muito mais. Uma condição para que Deus deposite nelas toda a confiança e responsabilidade da sua criação. Mais…

Nós, homens, apenas vigias,“catando as poesias, que entornam no chão”.

 

 

Renata Lucarelli e Alexandra Samôr

Renata Menezes Lucarelli Graduação Letras/Francês Pós-graduação em Psicopedagogia, Supervisão, Inspeção, Orientação e Gestão Escolar Professora da rede municipal de Ubá Gestora do Centro Educacional Jean Piaget Atuando na educação há 27 anos Idade: 47 anos Estado civil: Casada Mãe de Giovanna e Isabelli   Alexandra Samôr Marco Patrício Graduação em Matemática Pós-graduação em Matemática Professora de Matemática na rede estadual de MG Gestora do Centro Educacional Jean Piaget Atuando na educação há 18 anos. Idade: 39 anos Estado civil: Casada Mãe de Yulia