Exaustão emocional, sobrecarga corporal

A exaustão emocional é uma condição criada pela sobrecarga do esforço. É consequência de nossa tentativa de sermos fortes a todo o momento. Neste caso, não falamos apenas de assumir conflitos, responsabilidades ou estímulos emocionais, o que é natural da vida social, mas, de excedermos no trato dos mesmos. O excesso e a sobrecarga é que nos aflige e traz consigo os sintomas da Exaustão Emocional.

Lívia Amin Lima da Silva – Psicóloga clínica e psicoterapeuta corporal

Embora a Exaustão Emocional seja sentida como um cansaço mental, geralmente, está acompanhado de uma grande fadiga corporal. Os sintomas iniciais da Exaustão Emocional no corpo aparecem através do cansaço físico, é quando nos sentimos cansados com frequência. Ao cansaço sentido, acompanha sensações como: Insônia, Irritabilidade e Impaciência. Isto se dá por uma gama de problemas sociais cotidianos, aos quais dedicamos tempo demais. Tal cansaço pode levar-nos a falta do autocontrole emocional. Inclusive, levando a falhas de memória por trabalharmos até mesmo dormindo. Sim, dormindo. Desta forma impedimos o descanso do cérebro. Daí ocorre acordarmos com um “peso” em nosso corpo, impedindo-nos de sequer levantarmos. Para combater, devemos dar mais tempo livre a nós mesmos, para fazermos o que realmente gostamos de fazer.

Segundo a Leitura Corporal, quando nos colocamos fora do eixo de bem-estar e de segurança, gera uma necessidade de manter a si e nosso organismo agindo em própria defesa, o que precisa do controle. Esta busca extremada pelo controle, na maioria das vezes, leva-nos a contínua experimentação da irritabilidade e impaciência. Advindo desconforto pela perda do autocontrole com certa frequência. Com aparência de exaustos, mal-humorados e muito sensíveis à crítica. Começamos agir mecanicamente, chegando mesmo ao distanciamento afetivo nas relações.

Cada atividade implica em um gasto maior de energia e para que não haja mais uma sobrecarga em assumir várias funções ao mesmo tempo, nosso organismo nos cobra. Por existir uma cobrança interna tamanha, ela exige que o nosso corpo “pare para descansar”. O que não fazemos racionalmente nos é cobrado pela psique no sentido de nos mantermos saudáveis. Às vezes falamos que “Querer é Poder”. E tantas vezes o Ser Humano se frustra quando isto não se confirma. O que fazer? O que se pode fazer é negociar e ajustar, para que NÃO ocorra mais uma vez a sobrecarga. Não é preciso desistir e nem forçar algo que está além de suas possibilidades e sim, aceitá-la para ganhar forças e transformar uma realidade vivida.

Profissionalmente, posso assegurar que, no meu trabalho, é muito importante o paciente aceitar suas condições psíquicas e físicas, sensibilizando-se consigo mesmo. Quanto mais cedo o paciente aceitar-se, mais cedo respostas positivas ao tratamento aparecerão.  Ou seja, sentimos no corpo a exaustão emocional por não conseguirmos ter prazer. Prazer é a sensação básica que nos movimenta e nos sustenta de pé todos os dias. Não é simplesmente comer chocolate, que é bom, mais ainda é buscar o prazer de estar com quem gostamos de estar, visualizar coisas belas na beleza da simplicidade e alcançar a endorfina conhecida como hormônio da felicidade que nosso corpo oferece para situações prazerosas, mesmo que simples como a observação de uma flor e o cair da chuva.

Para isso, nada melhor do que dedicar um momento de cada dia para si. Respirar, inalando e expirando calmamente. Ouvir seu corpo e sentir-se. Nos reconectar com o que somos e com o que desejamos. Apropriar-se de sua vida.  Assim, afirmando sua identidade: EU.

ENTRE NA REDE FATO!