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Existe mesmo a TPM?

Publicado por: , em 28/03/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, vamos aprender um pouco sobre um Transtorno que acomete as mulheres e quem convive com elas?  Anteriormente chamado de TPM (Tensão Pré-Menstrual), o Transtorno Disfórico Pré-menstrual pode ser incapacitante e gerar muito sofrimento: uma ‘soma’ dos dias de incapacidade mostra uma perda de três anos da vida reprodutiva da mulher. Vale ressaltar que 50% das mulheres apresentam queixas pré-menstruais, mas menos de 6% delas têm realmente um quadro mais completo que chegue a caracterizar um Transtorno. Desde a Antiguidade já eram conhecidos esses sintomas relacionados ao ciclo mensal feminino e atualmente é sabido que os hormônios envolvidos agem na neurotransmissão cerebral, afetando os mecanismos que regulam o humor, a ansiedade, a cognição, acarretando problemas emocionais e físicos em quem apresenta uma sensibilidade diferenciada às oscilações hormonais normais.

O tratamento envolve diferentes abordagens: geralmente é necessário usar medicamentos, como tipos específicos de anticoncepcionais, antidepressivos e ansiolíticos, além de medicações para reduzir os sintomas físicos. Em casos mais graves pode-se optar pela supressão da menstruação. A abordagem não farmacológica envolve Terapia Cognitivo-Comportamental, atividades físicas (inclusive com maior frequência no período pré-menstrual), técnicas de relaxamento (como ioga, por exemplo), consumo de alimentos naturais, integrais, evitando-se alimentos processados, excesso de carne vermelha, sal, açúcar, café e álcool, entre outras mudanças saudáveis de hábitos. Para o correto diagnóstico e manejo são importantes as avaliações Ginecológica e Psiquiátrica e interpretação de alguns exames complementares.

Período dos sintomas Próximos à chegada do primeiro dia do ciclo, até 2 semanas antes, com alívio após a menstruação.
Sintomas mais comuns Fadiga, irritabilidade, aumento dos conflitos interpessoais, impulsividade, sensação de descontrole, mudanças de humor, labilidade afetiva, ansiedade acentuada, dificuldade de concentração, alterações do sono e do apetite, dor nas mamas, cólicas, sensação de inchaço, etc.
Frequência Repetem-se na maioria dos ciclos ovulatórios.
Sofrimento Interferem de alguma forma na vida da pessoa: Fuga de atividades sociais, redução de produtividade em escola ou trabalho, conflitos em casa, etc.

Dr.ª Amanda Teixeira Tolomelli

Residência Médica em Psiquiatria pela UFJF; Pós graduação em Terapia Cognitivo-comportamental pela faculdade Redentor; Graduação em Medicina pela UFJF.