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O que podemos aprender com o Flamengo de 2019?

Publicado por: , em 10/02/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 3 minutos

O ano de 2020 começou e, na virada, geralmente todos nós fazemos uma reflexão sobre o que passou e os meses que virão. Promessas, planejamentos, objetivos… Tudo isso vem à nossa mente e os mais organizados até colocam no papel suas metas. No futebol, como na vida, o início de um novo ciclo também é dedicado a traçar objetivos. Aliás, o flamenguista, quando olha para o fim de 2019, se recorda de um ano quase perfeito dentro de campo. Títulos, grandes contratações, o achado de um técnico desconhecido pela maioria da torcida e que hoje é ídolo, a marca em expansão a nível sul-americano e mundial… Ou seja, vários motivos para comemorar. Mas o que podemos aprender com o Flamengo de 2019?

Primeiramente vamos falar de finanças. A lição dada é de que é chegada uma hora na qual é preciso colocar a casa em ordem, reorganizar o dinheiro e a forma como o tem gastado. Para um clube de futebol (o mesmo vale para você), equilibrar as finanças é essencial a fim de não viver em crise o tempo todo, ter possibilidade de investir em estrutura e pessoas, para aí sim formar um time que dentro de campo possa disputar em alto nível todas as competições com chances de título.

Imagem: Uol

Com o caixa em dia, vamos analisar os erros, acertos e a ousadia. O rubro-negro, por algum tempo, continuou apostando num treinador “medalhão”, como Abel Braga. O resultado não era ruim, mas era nítido que a equipe poderia fazer mais. (Alguma coincidência com a sua realidade no local de trabalho?) Num momento de ousadia, a diretoria demitiu o treinador e foi buscar Jorge Jesus, um técnico português, mediano no padrão europeu e desconhecido pela maioria dos torcedores brasileiros. A ele deu carta branca para impor seu estilo, contratou mais gente qualificada (algumas apostas, inclusive) e montou um time que se encaixou perfeitamente nas mãos de Jesus. O estilo do treinador foi uma marca para o nosso futebol. Embora às vezes agressivo com seus atletas, destacou-se como um técnico arrojado, que gosta do jogo ofensivo e que não tem medo de arriscar. Acabou vencendo!

O planejamento também é importante. O Flamengo soube valorizar o seu principal ativo, a torcida. Essa, apesar de mais presente após a boa fase do time, foi fundamental. A energia em campo contagiava a arquibancada e vice-versa. Isso só foi possível porque o clube soube usar do seu acordo com o Maracanã e fez o estádio voltar a ser sua casa. Para 2020, pelo visto o rubro-negro também almeja grandes conquistas.

Enfim, podemos tirar algumas lições valiosas desse Flamengo de 2019 para a nossa vida. Ele nos ensinou o que fazer e o que não fazer. Quando eu disse que o ano foi quase perfeito, me referia ao fato de o clube não ter se posicionado, como instituição gigante que é, no ocorrido do incêndio que matou dez crianças no Ninho do Urubu, seu centro de treinamento. O caso das indenizações às famílias até hoje não foi resolvido e uma marca tão poderosa quanto, que tem investido milhões em campo, não pode deixar a situação indefinida. A principal lição? O futebol é legal pra caramba, mas não pode ser mais importante que a vida.

Imagem: R1 Rondônia

 

 

 

Guilherme Bonissate

Guilherme Bonissate é jornalista, mineiro natural de Ubá, amante da família e dos amigos, metido a boleiro, doido por futebol, resenha e churrasco. Atualmente trabalha na TV Integração de Juiz de Fora.