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Osteoporose: ossos frágeis e suscetíveis a fraturas

Publicado por: , em 14/02/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Imagem: Dr. Drázuio Varella

Nesta coluna vamos abordar um problema frequente especialmente nas mulheres e que pode trazer graves consequências à saúde: a osteoporose, uma doença silenciosa que provoca o enfraquecimento dos ossos, sendo a principal causa de fratura após os 50 anos, atingindo sobretudo o quadril, a coluna e o punho.

Nosso esqueleto está em constante transformação ao longo da vida e, depois dos 40 anos, iniciamos um processo de perda da massa óssea com maior velocidade. No sexo feminino, os efeitos hormonais decorrentes da menopausa interferem e aceleram ainda mais esse processo. Outros fatores também podem contribuir, como o tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de osteoporose e determinados medicamentos.

Como a doença não apresenta sintomas, é comum que o diagnóstico apareça somente após uma lesão, dessa forma, recomenda-se que toda mulher acima de 45 anos e homens acima de 65 anos, faça um exame denominado densitometria óssea – capaz de identificar o problema, além de prever o risco de fratura.

O tratamento da osteoporose é uma das medidas mais importantes a fim de prevenir a ocorrência de lesões, principalmente em idosos. Na fase inicial da doença, denominada osteopenia, é preciso aumentar a ingestão de cálcio e a produção de vitamina D, porém, em alguns pacientes, apenas uma dieta rica em cálcio não é suficiente, sendo necessária também a suplementação por meio de medicamentos.

Nos casos em que a osteoporose já está estabelecida, deve-se aplicar a medicação apropriada, entretanto, os pacientes precisam estar em alerta, uma vez que o uso prolongado e demasiado desses remédios também pode aumentar o risco de fratura por conta do aumento excessivo da resistência óssea, daí a importância de um acompanhamento profissional.

Uma fratura em um indivíduo idoso pode trazer diversas complicações e impactar diretamente na sua qualidade de vida, portanto, lembre-se: a prevenção é importante e, quando a doença já está instalada, o tratamento é fundamental.

Dr. Guilherme Morgado

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Residência médica em Ortopedia e Traumatolgia no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia ( INTO); Especialização em Cirurgia de Pé e Tornozelo pelo INTO; Membro do Corpo Clínico do Hospital Santa Isabel ; Membro do Grupo de Cirurgia de Pé e Tornozelo do Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu.