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Prejuízo no olfato pode significar infecção pelo coronavírus

Publicado por: , em 22/04/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

Devido aos inúmeros relatos de profissionais da saúde sobre pacientes com anosmia (perda completa do olfato) ou hiposmia (perda parcial do olfato) de forma repentina durante a pandemia do novo coronavírus, a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial elaborou um questionário online para preenchimento por parte dos médicos com dados de seus pacientes que apresentaram o referido sintoma.

Até o início de abril deste ano, obteve-se informações sobre 126 casos, sendo que a maioria era do sexo feminino (61%) e manifestou perda completa do olfato (85,4% dos pacientes) de forma aguda, ou seja, não apresentavam essa queixa antes da infecção. No restante dos casos coletados (14,6%), houve apenas perda parcial do sentido.

Após o tratamento realizado de acordo com as orientações dos otorrinolaringologistas, quase metade dos indivíduos manifestou melhora (19,5% melhora total e 30,1% parcial da hipo/anosmia). Cerca de 20% dos pacientes não mostraram evolução, mas nenhum piorou. Muitos (aproximadamente 30,1%) ainda seguem em tratamento.

Outros estudos sobre o mesmo tema estão em andamento em nosso país e têm resultados até o momento semelhantes a esse. Interessante notar que tosse e febre foram sintomas frequentes nas pesquisas e servem de sinal de alerta.

Essas informações foram liberadas pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e à medida que novos casos surgem, os dados são reunidos e repassados a seus membros médicos otorrinolaringologistas e a população através do site www.aborlccf.org.br.

Marcela Machado Parma

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Residência Médica em Otorrinolaringologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Título de especialista em Otorrinolaringologia pela AMB; Residência Médica em Medicina do Sono pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Mestrado Profissional em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.