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Sensação de água nos ouvidos

Entenda o que isso significa e saiba o que fazer diante dessa situação

Publicado por: , em 27/02/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 2 minutos

A otite externa difusa, também conhecida como otite do nadador, é uma inflamação na pele do conduto auditivo ocasionada por perda da barreira protetora natural. Essa condição é facilitada pela presença de umidade, por isso, se torna mais comum no período do verão, quando aumenta a exposição à água do mar e piscinas. Outro fator que contribui para essa condição é o uso de hastes flexíveis, os famosos Cotonetes. Esses e outros objetos, quando inseridos no ouvido, deslocam a camada protetora de cerume, deixam a pele exposta e são capazes de causar pequenas erosões que evoluem com inflamação local.

Os sintomas iniciais mais comuns decorrentes da otite externa são prurido, edema e sensação de plenitude, popularmente referidas como sensação de água nos ouvidos. A dor é o sintoma mais característico do quadro inflamatório agudo, pode estar associada a drenagem de secreção e se manifesta de forma mais importante durante a deglutição, ao contato ou pressão na parte externa do ouvido. Febre e linfonodos também podem ocorrer.

Para prevenir esses quadros, é importante evitar a remoção do cerume, bem como a introdução de objetos ou dos dedos no interior do conduto. Após contato com água, mantenha os ouvidos secos usando toalhas apenas na parte externa. Se ainda houver sensação umidade no interior, pode ser usado um secador de cabelo por poucos segundos, ligado em baixa intensidade e há pelo menos 30 cm de distância dos ouvidos. Evite uso de substâncias como álcool ou uso de medicações sem prescrição médica, pois podem ser ainda mais lesivas.

Caso o quadro já esteja presente, procure atendimento médico otorrinolaringológico para avaliação. Poderá ser necessário higienização do conduto e aplicação de medicação local  contendo antibiótico e anti-inflamatório. Medicações de uso via oral também podem ser prescritas de acordo com o grau de dor e inflamação apresentado.

Marcela Machado Parma

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Residência Médica em Otorrinolaringologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Título de especialista em Otorrinolaringologia pela AMB; Residência Médica em Medicina do Sono pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Mestrado Profissional em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.