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Sono ruim aumenta o risco de doença de alzheimer

Publicado por: , em 22/09/2020 - Categoria: COLUNAS

Tempo de leitura: 1 minuto

A fragmentação ou diminuição do tempo total de sono tem efeitos indesejáveis sobre a saúde mental quando acontece em uma única noite e, principalmente, durante um longo período de tempo. Portanto, qualquer doença que tenha esses efeitos, como Insônia e Apneia Obstrutiva do Sono, pode causar prejuízos no aprendizado e memória. Essa população tem maior déficit cognitivo diurno e menor consolidação da memória durante o sono quando comparado à indivíduos quem dormem bem.

Mesmo pacientes que dormem a noite toda mas que necessitam de medicações para isso, não estão livres desse declínio cognitivo, pois ainda não existe uma medicação que imite o sono natural. Esse é um grande desafio da medicina, pois mesmo que medicações forneçam um número adequado de horas de sono ao paciente, a qualidade deste sono ainda é inferior à qualidade de um sono natural, ou seja, isento de medicações.

O envelhecimento da população indubitavelmente aumentará o número de pacientes com doenças neurodegenerativas. Estudos recentes porém, mostram que a perturbação do sono tem sido apontada também como um fator preditivo dessas doenças. A doença de Alzheimer merece grande destaque neste quesito, sendo uma causa importante de demência de origem vascular. Portanto, por vezes negligenciada pela população, a qualidade do sono deve ser uma preocupação constante, pela relação com diversos outros distúrbios e também por essa grande associação muito discutida atualmente.

Marcela Machado Parma

Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Residência Médica em Otorrinolaringologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Título de especialista em Otorrinolaringologia pela AMB; Residência Médica em Medicina do Sono pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro; Mestrado Profissional em Medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.