Vamos falar sobre o mau hálito?

Dr.ª Lorena S. Queiroz – Cirurgiã-Dentista especialista em Ortodontia. Pós-graduada em Endodontia Rotatória e pós-graduada em Implantodontia.

A halitose, mais conhecida como mau hálito, é uma condição desagradável que costuma gerar constrangimento, principalmente quando as pessoas estão bem próximas umas das outras. Alguns tipos de alimentos, cigarro, bebidas alcoólicas e certos medicamentos, podem causar odores ruins na cavidade bucal. Em casos esporádicos, o mau hálito tem origem sistêmica, ou seja, é originário de alguma parte do organismo. Porém, a maior causa desse problema em pessoas saudáveis é o acúmulo microbiano na língua, principalmente no dorso lingual, onde se forma uma placa composta por bactérias e restos alimentares que são responsáveis pelo mau cheiro.

Alimentos retidos entre os dentes, em cavidades dentárias, ao redor da gengiva e na língua, podem causar um odor desagradável. Próteses fixas e removíveis que não são higienizadas adequadamente também abrigam restos de alimentos e bactérias que provocam a halitose. Itens como cebola e alho são responsáveis por hálitos repulsivos porque contêm substâncias causadoras de odores fétidos. Quando esses compostos entram na corrente sanguínea, são transferidos para os pulmões, de onde são exalados pela boca e nariz.

A periodontite, doença cujas bactérias atacam os tecidos que circundam e suportam o dente (gengiva e osso), desempenha um papel substancial na origem do mau hálito. A boca seca ou xerostomia é outra condição que pode levar a halitose. Em circunstâncias normais, a saliva retira muitas partículas que causam odor.  Alguns remédios, problemas nas glândulas salivares ou respiração bucal contínua, também podem contribuir para o aparecimento da halitose.

Eliminando as causas mencionadas e se você tiver boas práticas de higiene oral, incluindo a escovação da língua, o mau hálito poderá ser resultado de infecção no trato respiratório (nariz, garganta, traqueia, pulmões), sinusite crônica, bronquite crônica, diabete, alteração gastrointestinal, doença no fígado ou nos rins. Se sua boca é saudável você deverá procurar o seu médico ou um especialista para determinar a causa da halitose.

Consulte regularmente seu dentista, conte-o sobre seus hábitos alimentares, medicamentos em uso, se fez alguma cirurgia recente ou se teve algum problema de saúde desde a sua última consulta. Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia com pasta contendo flúor, use o fio dental corretamente e não se esqueça de limpar também a língua. Se fizer uso de próteses removíveis (dentadura, roach ou ponte móvel), retire-a durante a noite se possível. Limpe-a minuciosamente antes de colocá-la de novo. Seu dentista pode recomendar o uso de antissépticos bucais caso necessite de ajuda no controle de placa. Bochechos com enxaguantes contendo flúor podem auxiliar na prevenção de cáries, porém no combate à halitose, eles podem estar mascarando-a temporariamente. É recomendado fazer limpeza periodicamente em consultório odontológico.

Vale ressaltar que as referidas instruções não substituem a avaliação clínica odontológica, cada paciente deve ser avaliado individualmente e tratado de acordo com as suas necessidades.

ENTRE NA REDE FATO!