Veganos e vegetarianos falam dos benefícios da mudança de hábito

Por Scarlett Gravina

O consumo consciente, a paixão pelos animais e a procura por uma alimentação saudável, são os principais temas discutidos entre os adeptos do veganismo e do vegetarianismo. Cada uma dessas filosofias lideram um estilo de vida que vai além da alimentação, sendo escolhidas com base em diversas razões éticas, ambientais ou religiosas.

Verydiana Condé (24), nutricionista.

Segundo a nutricionista Verydiana Condé, apesar dos dois gêneros seguirem um plano alimentar parecido, eles possuem suas diferenças. “Vegetarianismo é uma dieta com base nos alimentos de origem vegetal, que exclui completamente qualquer carne de origem animal. Ou seja, quem é vegetariano consome vegetais, grãos, sementes, frutas e cereais. Embora ovos e laticínios sejam de origem animal, eles também estão inclusos na dieta de alguns vegetarianos. Por essa e outras diferenças, os vegetarianos acabaram sendo categorizados em 4 grupos principais: os Ovolactovegetarianos, que não consomem carne, porém consomem ovos e laticínios além da dieta vegetariana; os Lactovegetarianos, que não consomem carne nem ovos, mas consomem laticínios; os Vegetarianos estritos, que não consomem carne, ovos ou laticínios; e os Veganos, que  são antes de mais nada vegetarianos estritos, porém o conceito extrapola o campo da alimentação, se tornando uma ideologia ética e política de defesa dos animais”, explica.

Assim como as pesquisas científicas, que comprovam as vantagens da substituição da carne animal, a nutricionista também explica que as dietas baseadas nestes hábitos alimentares são cercadas de benefícios. “Uma dieta vegetariana equilibrada, além de proporcionar uma oferta nutricional adequada, também promove a saúde e previne inúmeras doenças crônicas responsáveis pela perda de qualidade e expectativa de vida. Colabora também na redução dos índices de colesterol e triglicérides na circulação sanguínea. Por ser mais rica em fibras, também ajuda a regular diversos processos do metabolismo, como o bom funcionamento do intestino”. Entretanto, segundo a nutricionista, o consumo exclusivo de vegetais pode, igualmente, trazer malefícios para a saúde. “Esse hábito pode favorecer deficiências de nutrientes específicos, como a vitamina D e a B12. A carência de vitamina D pode provocar raquitismo, cáries e descalcificação. Já a falta da vitamina B12 resulta em deficiência no crescimento, anemia e distúrbios sanguíneos”, ressalta.

Abandonar os velhos hábitos e seguir novas rotinas não são tarefas fáceis para quem deseja mudar não apenas o cardápio, mas também a prática das questões sociais. Segundo Verydiana, o momento da transição, por se tratar de mudanças, requer uma atenção especial no plano alimentar. “Seja qual for o propósito, não é simplesmente parar de comer alimentos de origem animal da noite para o dia. É importante escolher boas fontes de proteína vegetal, principalmente as leguminosas, cereais, oleaginosas, porém, eles separadamente não formam uma proteína completa, ou seja, não contêm todos os aminoácidos que necessitamos para o correto funcionamento do nosso organismo. Dessa forma, é necessário saber combinar perfeitamente esses alimentos nas refeições para que assim eles formem uma proteína completa. Alimentos de origem animal são boas fontes de alguns micronutrientes, como por exemplo: ferro, vitamina B12 e zinco. Por isso que em alguns casos se faz necessário usar suplementos desses micronutrientes. É essencial fazer exames de sangue pelo menos a cada seis meses. Não é porque a comida é vegetariana ou vegana que é saudável, alguns pratos podem conter uma quantidade exacerbada de carboidrato e/ou gordura. É importante saber equilibrar todos os macronutrientes das refeições”, destaca.

Para adotar esse estilo de vida que envolve mudanças de hábitos, é preciso realizar pesquisas e buscar orientações com um profissional para obter uma alimentação equilibrada e com as devidas restrições. Para entendermos mais sobre o assunto, convidamos adeptos do veganismo e do vegetarianismo que escolheram essas filosofias com o objetivo de melhorar a saúde e praticar o respeito com os animais e com meio ambiente. Conheça as histórias, benefícios e dificuldades acerca do tema. Confira!

Renata Caneschi

Renata Caneschi (22), vegetariana há 10 anos.

“Acredito que as pessoas estão lendo mais sobre o tema, tomando ciência da expansão da visão de respeito aos animais, de preservação do meio ambiente de uma forma mais sistêmica. Além disso, também há a preocupação com a saúde através de uma alimentação mais adequada, mais saudável, leve e justa.”

 “Quando criança, me perguntava sobre a distinção que nós, humanos, fazíamos das espécies animais. Eu queria entender por qual motivo era normal abater os ‘boizinhos’ para comer, enquanto os ‘cachorrinhos’ eram nossos amigos”, conta Renata Caneschi, uma jovem de 22 anos que desde criança já se questionava sobre os hábitos alimentares. Vegetariana há 10 anos, a estudante de medicina veterinária se viu, ainda na infância, motivada por seus ideais, na busca de um novo olhar sobre os antigos costumes. “Fui crescendo e buscando algumas informações acerca desse tema, principalmente sobre o bem-estar dos animais e degradação ambiental gerada pelo gado de corte e confesso que minhas influências foram apenas da era digital. Comecei com tais questionamentos muito nova, isso era algo extremamente inusitado para alguém da minha idade naquela época e eu não me lembro de ter conhecido algum vegetariano ou vegano próximo a mim para me influenciar diretamente”, afirma.

Embora tenha mudado seus costumes antes mesmo da escolha de seu curso, a futura médica veterinária afirma que as experiências vivenciadas através de seus estudos auxiliam na permanência do seu estilo de alimentação. A busca por hábitos saudáveis e a preocupação com o sofrimento animal, desencadeadas ainda na infância, foram responsáveis por um processo sem dificuldades no momento da adaptação. “Eu comecei como a grande maioria das pessoas que se tornam vegetarianas, fui tirando a carne da minha dieta aos pouquinhos e, de repente, já não estava mais inserindo nenhuma carne no meu prato. Como nunca fui muito fã de carne, não tive dificuldades em me distanciar delas. Converso com muitas pessoas veganas e vegetarianas, e aquelas que tiveram certa dificuldade em cortar os alimentos de origem animal usam a tática da informação, buscando conteúdos que se dirigem à exploração na produção de tais alimentos, assistindo documentários, lendo estudos acadêmicos e, basicamente, deixando que o coração supere o paladar”, conta.

Apesar de não ter tido acompanhamento de um nutricionista, Renata se dispõe de montar sua própria alimentação, bem como fazer combinações necessárias em seu cardápio, equilibrando assim os grupos de alimentos que satisfaçam suas necessidades nutricionais. “Não dispenso um arroz com feijão, uma saladinha simples e uma batata frita. Cozinho com certa frequência lentilha e grão-de-bico, que são duas leguminosas que gosto muito. Mas é claro que a alimentação vegetariana vai muito além da salada de alface! Muitas pessoas pensam que é preciso criar ideias e receitas mirabolantes para nos atender, mas, na verdade, nos alimentamos do básico, do que é fornecido pela própria terra. Temos uma grande variedade de alimentos, sabores, nutrientes, cores, formas de preparo e técnicas culinárias, e isso tudo sem precisar prejudicar a vida de nenhum ser”, ressalta afirmando nunca ter tido problemas de saúde por conta de sua alimentação. “Costumo brincar com minha mãe que nem sei o que é uma dor de cabeça! Sou extremamente saudável, como de tudo, inclusive os alimentos que não sou muito fã, porque tenho a consciência de que eles têm nutrientes que são importantes para mim. Faço check-up periodicamente e nunca tive nenhum problema em relação aos meus exames”.

Antenada e sempre em busca de pesquisas referentes ao vegetarianismo, os rótulos das embalagens não passam despercebidos por Renata, que admite ter dificuldade em encontrar produtos industrializados que não tenham traços de origem animal. “Procuro me informar sobre a cadeia produtiva daquilo que estou comprando, o que não é muito fácil, porque as empresas e multinacionais estão em constante mudança e atualização. Infelizmente, não é sempre que consigo encontrar os produtos que possuem o selo de ‘crueltyfree’ e, muitas vezes, alguns possuem um custo mais elevado. Mas, se eu tenho a opção de adquirir um produto que não é testado em animais e que eu possa arcar com o preço sem prejudicar meu orçamento, não vejo porque não o fazer”, ressalta.

Diante das experiências e aprendizados obtidos com a escolha de um novo estilo de vida, a estudante não esconde sua satisfação em poder contribuir com suas atitudes e ainda gerar questionamentos sobre a degradação do meio ambiente. “Gosto muito de conversar sobre o tema e plantar uma sementinha nas pessoas. Penso que todas as atitudes positivas trazem grandes diferenças para o mundo em que vivemos, então eu admiro quem para um pouquinho para pensar nos atos e nas consequências, tanto na mesa quanto fora dela”, declara completando com suas concepções.

“Acredito que me tornei uma pessoa mais crítica, mais questionadora e preocupada com a origem dos alimentos e outros bens que consumo. Sinto estar fazendo minha parte para a evolução do planeta, mesmo que esse seja um trabalho demorado e de formiguinha. Fazemos parte da natureza, pertencemos a ela e não o contrário. É importante darmos conta disso, aprender a respeitá-la e amar toda forma de vida possível”, finaliza orgulhosa.

Natália Nunes da Silva

Natália Nunes da Silva (30), vegana há 4 anos.

“O veganismo é um estilo de vida que não explora animais, mas não reflete só no verdadeiro bem-estar deles, reflete na vida dos humanos também: a saúde melhora, o planeta sofre bem menos, economiza-se muita água e nas áreas desmatadas para criação animal poderia se plantar muito mais e alimentar muito mais gente.”

Engajada por um mundo de consumo consciente, a assistente administrativa Natália Nunes abraça a causa do veganismo, o qual é adepta há 4 anos. Após assistir um vídeo de maus-tratos animal, a jovem logo decidiu mudar seus hábitos, tanto por conta do que assistiu quanto por influência de um amigo. “Eu estava almoçando e olhando o Facebook pelo celular quando um amigo meu, já vegano, compartilhou um vídeo de um porco sendo assassinado com uma machadada na cabeça. Naquele momento eu estava comendo bife de porco e não consegui nem engolir o que estava na boca. Foi em uma terça-feira de 2014. A partir desse momento decidi que não comeria mais carne de animal algum. Também fui influenciada por outro amigo vegano que participou da libertação de cães da raça Beagle do laboratório do Instituto Royal que fazia testes nestes animais”, conta.

Embora a fase de adaptação para uma dieta vegana seja vista como um sacrifício, para Natália não foi preciso técnicas para que ela se adequasse ao seu novo estilo de vida. “A princípio fiquei um pouco perdida porque infelizmente em quase tudo que compramos tem algum derivado animal, mas depois que você conhece pessoas veganas e troca experiências fica mais fácil aprender a se virar na rua quando fica com fome”, conta. Com relação às mudanças encontradas diante de sua escolha, ela afirma ter desenvolvido um olhar mais crítico e preocupado ao sofrimento animal. “Sinto falta da despreocupação que a maioria das pessoas tem com os animais, e, quando falo animal, eu falo com relação a todos, não só cachorro e gato. As pessoas são cientes que o animal sofreu muito para virar aquele pedaço de bife, mas elas simplesmente não se importam com a dor do outro. Hoje eu tenho uma visão maior de mundo, aprendi a enxergar melhor as minorias e me colocar mais no lugar do outro. O veganismo tocou minha alma”, relata.

Além da alimentação, produtos de higiene pessoal e cosméticos, também podem ser livres de ingredientes de origem animal e conter menor impacto ambiental. Segundo Natália, apesar do adepto ao veganismo possuir restrições referentes ao uso de itens que são testados em animais, para ela, é preciso estar ciente sobre a afirmação de se dizer vegano por completo. “Não há como ser 100% vegano, uma vez que quase todo mundo faz uso de algum medicamento, e medicamentos são testados em animais. Além disso, a exploração animal, infelizmente, está inserida em muitas outras coisas”, afirma.

Buscando sempre se atentar ao tema, a jovem procura trocar informações e compartilhar experiências através de grupos e comunidades nas redes sociais, onde encontra diversos veganos e vegetarianos dispostos a auxiliar acerca dos produtos e alimentos adequados ao hábito alimentar. Influenciada por tais costumes, Natália também acredita que conseguiu inspirar seus familiares, já que seu irmão e cunhada também aderiram ao veganismo e sua mãe ao vegetarianismo.

“O veganismo é um estilo de vida que não explora animais, mas não reflete só no verdadeiro bem-estar deles, reflete na vida dos humanos também: a saúde melhora, o planeta sofre bem menos, economiza-se muita água e nas áreas desmatadas para criação animal poderia se plantar muito mais e alimentar muito mais gente. Por ano, são mortos em torno de 55 bilhões de animais, já imaginou o tanto de grãos que é necessário pra alimentar todos eles? Pratique a paz que você tanto pede começando pelo prato. Faça parte da mudança que está tornando o mundo um lugar melhor. Seja vegano”, finaliza Natália.

Júnior Gomides

Júnior Gomides (36), ovolacto há 8 anos e vegetariano estrito há 9 meses.

“As pessoas estão tendo mais acesso à informação em redes sociais, isso faz com que muitas se sensibilizem e passem a enxergar o animal como uma vida, não um produto”

Considerada um tipo de vegetarianismo a dieta ovolactovegetariana, além dos alimentos vegetais, permite apenas o consumo de ovos e laticínios. Adepto a esse estilo de vida durante 7 anos, Júnior Gomides transitou para o vegetarianismo excluindo todos os produtos de origem animal. “Estamos em constante evolução ou regressão; partindo disso, passei a mudar meu ângulo de visão e comecei a olhar até onde minhas escolhas interfeririam e/ou poderiam prejudicar o meu próximo. Meu pai era açougueiro e, na época, devido aos costumes da nossa sociedade, não conseguia enxergar tamanha crueldade. Os animais são vistos como produtos, coisas; sendo que talvez sejam até mais racionais do que nós. Em termos de cumplicidade, lealdade e amor, não me restam dúvidas de que temos muito a aprender com eles”, conta o professor de língua portuguesa.

Em evolução, como ele mesmo afirma ao ser questionado sobre o veganismo, Júnior acredita que não existe meio-termo quando se está à procura de novos hábitos. “Para quem deseja ser alguém melhor a cada dia, não tem como ver um animal sofrendo e não se sensibilizar. Ou você é bom ou compactua com isso”, conta o professor e dançarino, completando com sua perspectiva relacionada à sua mudança. “Após aderir ao vegetarianismo, mudou-se minha visão de respeito e deslocamento de ponto de vista em todas as situações vivenciadas”, completa.

Sobre as dificuldades no período de adaptação Júnior afirma não ter tido problemas com o processo de mudança de sua alimentação. “Eu penso no animal, não em mim. Eu eliminei a carne vermelha e, depois, a branca. A natureza é magnífica e nos presenteia, a todo momento, com uma vasta variedade de alimentos. Arroz, feijão, verduras, legumes estão no cardápio de todos os restaurantes; as pessoas que se enganam e acham que precisam comer cadáveres para adquirem a proteína que só é sintetizada pelas plantas”, afirma. “Eu amo a tradicional combinação de arroz e feijão, que já nos dão os nutrientes necessários para o dia a dia. Não dispenso uma batata frita e sempre procuro deixar meu prato bem colorido, variando sempre os legumes e verduras ingeridos”, completa.

Preocupado com o sofrimento animal, Júnior se informa através das redes sociais, buscando orientações científicas sobre o assunto, se mantendo bem informado e trocando experiências com outros adeptos ao mesmo estilo de vida. “Nós, seres humanos, estamos fazendo com os animais, a mesma coisa que os brancos fizeram com os negros há pouco mais de um século. Não somos superiores e devemos respeitar todas as vidas, pois, as mesmas não nos pertencem. Como diz um ditado: ‘Se os animais tivessem religião, os humanos seriam o diabo´. O que vale mais: poucos minutos de agrado ao seu paladar ou uma vida? Não exija respeito, se você não o pratica”, encerra.

Amanda Fontoura

Amanda Fontoura (30), vegetariana há 3 anos.

“Hoje as pessoas têm acesso à informação, isso muda paradigmas de pensamento. Podemos sair do achismo e encontrar pesquisas científicas que estabelecem os benefícios para o corpo humano e para o planeta com uma dieta vegetariana. A Organização Mundial de Saúde indica uma dieta sem carne e sem leite para uma melhor qualidade de vida”

“Sempre tive uma resistência com carne desde a infância. Aprendi a comer, porque nossa cultura nos ensina a alimentar assim. Dessa forma, na adolescência, aprendi a consumir variados tipos de carne e com a internet, vi que o movimento vegetariano realmente existia e seria possível ficar sem esse alimento. Foi quando me casei e me mudei da casa dos meus pais que decidi que na minha cozinha eu não faria carnes. Já estava parando antes de me mudar. Mas, quando mudei, virei a chave e parei para sempre de me alimentar de animais”, conta Amanda Fontoura, vegetariana há 3 anos.

Após aderir ao vegetarianismo, Amanda passou a criar um novo olhar para a culinária vegetariana, o que a ajudou a descobrir novos sabores e a facilitar sua adaptação ao seu estilo de vida. “Minha transição foi bem tranquila, eu já sabia cozinhar e hoje é possível encontrar receitas incríveis na internet. Como sempre comi muitos vegetais, foi fácil me adaptar aos novos sabores. Já é possível, inclusive, encontramos temperos que imitam sabores de carne, e alguns produtos para ajudar a reproduzir alimentos que seriam impensáveis serem feitos sem carne ou algum produto de origem animal”, conta.

Influenciada por uma amiga, Amanda afirma que também conseguiu inspirar algumas pessoas, como seu marido, por exemplo, que passou a seguir o vegetarianismo. “Tive uma influência muito forte de uma grande amiga, a Ana Paula, ela me mostrou como o consumo de carne agride nossa natureza. E como a pecuária é a maior consumidora de água do nosso sistema. Biomas inteiros são destruídos por conta do agronegócio brasileiro. Meu marido Thobias e minha amiga Bárbara estão firmes e fortes em seus propósitos”, declara completando com sua visão sobre esses hábitos, que para muitos é considerado como tendência e para outros como necessidade.

“Hoje as pessoas têm acesso à informação, isso muda paradigmas de pensamentos. Podemos sair do achismo e encontrar pesquisas científicas que estabeleçam os benefícios para o corpo humano e para o planeta com uma dieta vegetariana. Utilizo o YouTube como ferramenta para me atualizar e também grupos de Facebook”, relata Amanda ao comentar sobre suas pesquisas relacionadas ao regime alimentar. Além de seguir sua dieta vegetarina, a jovem procura, igualmente, praticar o consumo consciente ficando atenta aos produtos utilizados. “Pratico a maior redução de danos que posso. Só faço uso de produtos de higiene pessoal e também de limpeza da casa, que não façam testes em animais e também que não usam nada de origem animal. Temos algumas listas na internet que mostram quais empresas respeitam os animais nestes quesitos”, explica.

Ao encerrar, Amanda finliza orientando aos que pretendem mudar seus hábitos. “Antes de começar a se alimentar sem carne, faça seus exames completos. Veja como estão as suas taxas. Faça exame de vitamina B12, compre alimentos de agroecologia e produção orgânica que não fazem uso de agrotóxicos e com certeza você terá uma qualidade de vida melhor. Quando melhoramos nossa alimentação, temos menos necessidade de remédios, isso é um grande fato. Busque informações, escute os dois lados e faça dos seus hábitos escolhas que deixarão sua consciência tranquila e seu corpo limpo e pleno para uma vida feliz e coerente com o século que estamos vivendo. Um dia a libertação anormal também virá e teremos vergonha desse passado de exploração”, incentiva.

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